Zema cita caso BRB-Master para defender privatização de bancos estatais
Romeu Zema usou o caso envolvendo o BRB e o Banco Master para defender a transferência de bancos e empresas estatais à iniciativa privada. O candidato afirmou que o controle governamental aumenta a exposição dessas instituições à influência política.

Divulgação
Argumento no debate presidencial
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) citou o caso envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master para defender a privatização de bancos e empresas estatais. Durante debate realizado em São Paulo na sexta-feira (18 de setembro de 2026), Zema afirmou que instituições sob controle do governo ficam mais expostas à influência política e a possíveis escândalos.
Para o ex-governador de Minas Gerais, a participação do setor privado tende a produzir resultados melhores do que a administração estatal. Ele defendeu que o governo reduza sua atuação direta na economia e concentre recursos em áreas consideradas estratégicas.
BRB-Master na defesa das privatizações
Zema associou a operação entre o BRB e o Banco Master ao modelo de propriedade estatal. Ao comentar o episódio, declarou que instituições privadas não teriam se envolvido no caso e que a presença de influência política teria contribuído para a situação.
A comparação feita pelo candidato reforça sua posição favorável à privatização, mas estabelece uma relação que depende da apuração das investigações sobre a operação. O caso é analisado no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
Operação de R$ 17 bilhões é investigada
O BRB, banco controlado pelo Distrito Federal, adquiriu cerca de R$ 17 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master. O relatório da Polícia Federal sobre o caso indica que parte dos ativos negociados poderia ser fictícia ou não apresentar lastro adequado.
Antes da compra das carteiras, o BRB havia tentado adquirir o Banco Master, em 2025. O Banco Central não autorizou a operação, e o Master foi liquidado pela autoridade monetária em novembro daquele ano.
Debate reuniu três candidatos
Além de Zema, participaram do encontro Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP). Com formato de podcast, o debate priorizou a apresentação de propostas e o confronto de ideias sobre economia, educação, segurança pública, relações de trabalho e atuação do Supremo Tribunal Federal.
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