Flávio Bolsonaro chama reajuste do Bolsa Família de ato de desespero
Flávio Bolsonaro classificou como “ato de desespero” o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado por Lula a 17 dias do primeiro turno. O piso do benefício subirá de R$ 600 para R$ 691.

Divulgação
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, classificou como “ato de desespero” o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 17 dias do primeiro turno das eleições. Durante compromisso de campanha em Vitória da Conquista, na Bahia, nesta quinta-feira (17 de setembro), o senador pediu que seus eleitores “não caiam em mais uma falsa promessa da picanha”.
Crítica ao timing eleitoral
Flávio afirmou que Lula adotou uma medida que não havia tomado nos quatro anos de governo. Em discurso, disse que o presidente tenta influenciar a decisão dos beneficiários em um momento decisivo da disputa eleitoral. “Faltando 17 dias para a eleição, ele acha que vai ganhar alguém dando reajuste no Bolsa Família”, declarou o candidato do PL, que também afirmou acreditar na própria vitória.
Lula anunciou nesta quinta-feira o reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família. Com a mudança, o piso mensal do programa deixará de ser R$ 600 e passará a R$ 691. Segundo o governo, o percentual corresponde à reposição da inflação acumulada desde o início do programa, em 2023, até agosto de 2026, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Reajuste reabre comparação com 2022
O tema também reacendeu a comparação com 2022, último ano eleitoral. Naquele período, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) elevou o Auxílio Brasil, nome adotado em seu governo para o Bolsa Família, de R$ 400 para R$ 600 em junho. O aumento foi de 50% e ocorreu quatro meses antes do primeiro turno.
Flávio Bolsonaro disse que pretende “olhar para frente” e ajudar famílias que recebem o benefício, mas precisam complementar a renda. Segundo ele, os R$ 600 atuais perderam poder de compra em comparação com o valor pago durante o governo Bolsonaro. A defesa do reajuste pelo governo, por sua vez, sustenta que a correção repõe perdas acumuladas e evita a redução do valor real destinado às famílias assistidas pelo programa.
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