Lula espera reunir 1.000 pessoas em ato com artistas no Rio
Evento está marcado para 23 de setembro de 2026, na Fundição Progresso. Caetano Veloso, Chico Buarque e Maria Bethânia são esperados, mas campanha também busca conquistar eleitores fora de sua base.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confirmado em um ato com artistas na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, às 19h, na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro. A expectativa é reunir cerca de 1.000 pessoas e contar com a presença de nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque e Maria Bethânia.
Antes do encontro, Lula participará de uma ação de campanha voltada ao setor da saúde na capital fluminense. O ato reúne peso simbólico e importância política em um momento em que a campanha busca ampliar o apoio dentro e fora de sua base eleitoral.
Artistas reforçam apoio a Lula
Nos últimos dias, Lula recebeu manifestações públicas de integrantes da classe artística, entre eles a atriz Malu Mader, Caetano Veloso e Maria Bethânia. No domingo, 13 de setembro, Caetano declarou voto ao presidente durante show no Sesc Taguatinga, no Distrito Federal. Ele fez o gesto de um “L” com os dedos e disse: “Bora, Lula”.
Maria Bethânia havia declarado apoio no sábado anterior, durante apresentação no Coala Festival, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Caetano já havia endossado a candidatura de Lula em 2022, quando também participou de um ato de campanha com artistas. A nova manifestação aproxima irmãos historicamente associados a posições políticas distintas de um mesmo apoio eleitoral.
Campanha quer conquistar novos eleitores
Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT, prefeito de Maricá e coordenador da campanha no Rio de Janeiro, afirmou que não foi convidado para o evento. Ele elogiou Caetano, Chico e Maria Bethânia, mas ponderou que o apoio de personalidades que já votam em Lula não necessariamente se transforma em novos votos.
“Não ganha 1 voto com isso. Não há dúvida de que Caetano, Chico e Bethânia são grandes artistas, mas eles já votam no Lula. Precisamos ganhar o voto de quem não vota nele. Do cantor gospel, do sertanejo. Política é agregar o que não tem”, afirmou Quaquá. A avaliação evidencia o principal desafio da campanha: preservar a base fiel e, ao mesmo tempo, convencer eleitores indecisos ou ligados a outros segmentos culturais e religiosos.
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