Prefeitura de SP avalia intervenção na a2 após operação policial
A administração de Ricardo Nunes criou um grupo para analisar contratos e possíveis vínculos da A2 Transportes com a operação que investiga influência do PCC no transporte coletivo. Diretores citados devem ser afastados em até 24 horas.

Divulgação
A Prefeitura de São Paulo avalia intervir na A2 Transportes após a empresa aparecer na Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026). A ação da Polícia Civil e do Ministério Público investiga a possível atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de transporte coletivo, inclusive em contratos e licitações.
Grupo analisa contratos e vínculos
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) determinou a criação de um grupo de trabalho formado pela Procuradoria Geral do Município, Controladoria Geral do Município, SPTrans e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte. O colegiado deverá examinar os elementos reunidos pelas autoridades, os contratos firmados com o município e eventuais relações entre a concessionária e os investigados.
A administração municipal informou que adotará medidas administrativas e judiciais caso identifique irregularidades. Segundo o prefeito, a decisão sobre uma possível intervenção na A2 deve ser tomada ainda nesta quinta-feira, após a análise inicial do grupo.
Afastamento sob pena de intervenção
A Prefeitura determinou o afastamento imediato, em até 24 horas, dos integrantes da diretoria da A2 citados na operação. Eles são apontados por suposto envolvimento com sócios da Translider. Caso a empresa não cumpra a determinação, Nunes poderá decretar a intervenção municipal.
Um dos alvos dos mandados de prisão é Paulo Sirqueira Korek Farias, apontado pela investigação como proprietário da A2 e responsável pela gestão de outras empresas de transporte. A companhia, no entanto, não foi alvo direto da operação. Nunes afirmou que a ação policial não comprometeu a prestação do serviço na capital.
Investigação apura influência em licitações
A Operação Vectura Corrupta foi autorizada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e determinou a prisão temporária de 16 pessoas investigadas por possível envolvimento com o PCC. De acordo com as investigações, o grupo buscava ampliar sua influência sobre empresas de transporte público e participar de contratos e licitações do setor.
O inquérito analisa 12 empresas. Entre os alvos está o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo entre 2021 e 2024. Das sete empresas de transporte citadas na decisão judicial, seis não operam atualmente na capital. A A2 é a única mencionada que presta serviços no município.
A Prefeitura informou que o transporte público municipal funciona normalmente. A administração também destacou que analisará documentos, contratos e vínculos da empresa com os fatos investigados, prometendo agir para preservar o interesse público e garantir a continuidade do serviço oferecido à população.
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