Lula diz que não dará dinheiro ao Brb e chama Celina de cínica
Durante comício em Ceilândia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Bolsa Família será mantido, mas rejeitou um socorro financeiro direto ao BRB. O presidente responsabilizou a gestão distrital e a operação com o Banco Master pela crise da instituição.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante comício em Ceilândia, nesta quarta-feira (16 de setembro de 2026), que o governo federal não usará recursos para socorrer o Banco de Brasília (BRB). Lula garantiu que a crise da instituição não afetará o pagamento do Bolsa Família, mas rejeitou qualquer transferência direta de dinheiro da União para reforçar o caixa do banco.
Bolsa Família não será suspenso
“Nós não vamos deixar de pagar o Bolsa Família, mas não vamos dar dinheiro para o BRB”, declarou o presidente. A fala ocorre em meio à busca do governo do Distrito Federal por um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com garantia da União. A operação tem como objetivo enfrentar as perdas provocadas por ativos adquiridos pelo banco em negociações com o Banco Master.
Crise é atribuída à operação com o Banco Master
Lula responsabilizou a administração distrital e a relação entre o então governador Ibaneis Rocha e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, pela situação enfrentada pelo BRB. Segundo o presidente, a instituição adquiriu aproximadamente R$ 12 bilhões em títulos que “não existiam”. A Polícia Federal identificou cerca de R$ 12,2 bilhões em títulos falsos comprados pelo banco nas operações realizadas com o Master.
A garantia federal pleiteada pelo Distrito Federal não representa, em tese, uma entrega direta de recursos, mas expõe a União ao risco da operação caso o banco não cumpra suas obrigações. A proposta ainda precisa ser analisada pelo governo federal, que enfrenta pressão para encontrar uma solução que preserve a estabilidade do BRB sem comprometer programas sociais e outras prioridades orçamentárias.
Acusações políticas e negativa da governadora
Lula também acusou Celina Leão (PP), governadora do Distrito Federal, de tentar transferir para o governo federal a responsabilidade pela crise. Ele voltou a mencionar Ibaneis Rocha e afirmou que a atual governadora deveria se preocupar com o rombo associado ao período em que foi vice-governadora.
A tensão aumentou após a divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro nas quais Celina teria participado das negociações entre o BRB e o Banco Master. A governadora nega envolvimento na operação e afirma que sempre foi contrária ao negócio. O embate político ocorre enquanto autoridades investigam a origem dos títulos e as responsabilidades pela crise do banco distrital.
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