Lula já gastou R$ 66 milhões na campanha; Flávio, R$ 55 milhões
Lula declarou R$ 65,67 milhões em despesas de campanha, enquanto Flávio Bolsonaro informou R$ 55,32 milhões. Publicidade é a principal rubrica, e os valores ainda podem mudar antes da prestação de contas final.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou R$ 65,67 milhões em gastos com sua campanha à reeleição em 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL) informou despesas de R$ 55,32 milhões. Os valores foram atualizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até terça-feira, 15 de setembro.
Considerando as 13 candidaturas à Presidência registradas até o momento, Lula e Flávio concentram 78,6% de todos os gastos declarados. A diferença entre os dois principais volumes é de R$ 10,35 milhões, mas o quadro ainda é provisório e depende das próximas prestações de contas.
Publicidade é a principal despesa
A publicidade aparece como a principal rubrica consumida pelas campanhas. Esse tipo de gasto reúne ações voltadas à divulgação de propostas, à produção de materiais e à veiculação de conteúdo eleitoral, áreas que tendem a ganhar peso à medida que a disputa se aproxima das etapas decisivas.
Os números fazem parte da prestação de contas parcial das campanhas. Ela reúne receitas e despesas registradas até 8 de setembro, enquanto candidatos e partidos tiveram de enviar as informações à Justiça Eleitoral entre os dias 9 e 13 do mesmo mês.
Valores ainda podem ser alterados
Gastos realizados depois desse período ou incluídos em prestações futuras ainda podem modificar o total declarado por cada candidato. Por isso, os valores divulgados agora não representam o custo final das campanhas, que só será conhecido após o encerramento da análise eleitoral.
Pablo Marçal (PRTB) permanece na relação porque havia sido registrado como candidato, mas teve a candidatura rejeitada pela Justiça e foi substituído pelo vice, Leonardo Avalanche. A mudança também pode influenciar a composição das despesas apresentadas pelos partidos.
O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato alcance o percentual necessário para vencer no primeiro turno, a disputa será decidida em 25 de outubro.
Os recursos das campanhas vêm principalmente do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário, abastecidos com dinheiro público, além de doações de pessoas físicas, recursos próprios dos candidatos, transferências partidárias e arrecadação em eventos ou venda de bens e serviços.
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