Caiado chama julgamento no STF de histórico e pede afastamento imediato de Moraes
Ronaldo Caiado classificou como histórico o julgamento iniciado no STF e defendeu o afastamento imediato de Alexandre de Moraes. Governador também apresentou propostas de mudanças no Judiciário.

Divulgação
Caiado pede afastamento imediato de Alexandre de Moraes
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) classificou como histórico o julgamento iniciado no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). A sessão extraordinária analisa o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Antes do início dos trabalhos, o governador de Goiás defendeu o afastamento imediato do magistrado.
Em manifestação pública, Caiado afirmou que nunca havia presenciado um episódio dessa gravidade envolvendo o Supremo. Para ele, os acontecimentos recentes colocaram em questão a conduta de integrantes da Corte e exigem uma resposta rápida da instituição. “Eu nunca vi um escândalo dessa gravidade atingir o Supremo”, escreveu no X.
O governador sustentou que o caso revela ausência de “decoro, senso público e o mínimo de liturgia no exercício do cargo”. Na avaliação de Caiado, a medida necessária para preservar a credibilidade do STF seria o afastamento imediato de Alexandre de Moraes. A declaração reforça a pressão política sobre a Corte em um dos momentos de maior tensão entre o Judiciário e parte do espectro político nacional.
Propostas para mudar a composição do Judiciário
Caiado relacionou a crise no STF às propostas de reforma do Judiciário que pretende apresentar caso seja eleito presidente em 2026. Entre as medidas está a criação de uma idade mínima de 60 anos para a indicação de ministros ao Supremo. O governador também defendeu a exigência de comprovado conhecimento jurídico em todo o País como requisito para ocupar uma cadeira na Corte.
Outra proposta prevê a ampliação das regras de quarentena para ministros que deixarem o STF. Pela mudança defendida por Caiado, haveria um período de quatro anos antes do retorno à atividade profissional e de oito anos para quem pretendesse disputar cargos políticos. Ele também prometeu ampliar a presença feminina na Corte, com a indicação de quatro mulheres caso chegue à Presidência.
Zema também cobra investigação contra Moraes
As declarações de Caiado ocorreram em um dia de novas críticas ao STF por parte de candidatos à sucessão presidencial. Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, participou de um ato do partido em Brasília e defendeu a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. Zema classificou a sessão como um momento decisivo e afirmou que os votos dos ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia poderiam ser determinantes.
O governador mineiro disse esperar que os magistrados votem pela apuração do caso e que eventual investigação seja conduzida com rigor. Para Zema, a decisão pode influenciar diretamente a credibilidade do Supremo. As falas de Caiado e Zema mostram que o Judiciário deve ocupar posição central no debate eleitoral, especialmente nas propostas voltadas à composição, aos limites e à fiscalização da mais alta Corte do País.
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