Desconfiança de eleitores no STF cresce e chega a 56%
Pesquisa Quaest realizada entre 10 e 13 de setembro de 2026 aponta alta de 10 pontos percentuais na desconfiança em relação ao Supremo Tribunal Federal. André Mendonça aparece à frente de Alexandre de Moraes na avaliação sobre a condução da crise na Corte.

Divulgação
A desconfiança dos eleitores em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) subiu para 56%, alta de 10 pontos percentuais entre agosto e setembro de 2026. O resultado foi divulgado em 14 de setembro, em meio aos desdobramentos da crise instalada na Corte e à proximidade de uma reunião decisiva marcada para a terça-feira, dia 15.
Desconfiança atinge 56% dos eleitores
Entre os entrevistados, 56% afirmaram que não confiam no STF. Outros 30% disseram confiar pouco na Corte, enquanto 9% declararam confiar muito. A parcela que não sabe ou não respondeu representa 5% da amostra. Assim, 39% manifestaram algum grau de confiança, embora a maior parte desse grupo esteja na categoria de confiança baixa.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral recebeu o número BR-03607/2026. O custo informado foi de R$ 314.628, com financiamento do Grupo Globo. A íntegra do estudo não foi disponibilizada publicamente.
Mendonça lidera avaliação sobre a crise
Quando questionados sobre qual ministro age corretamente no episódio, 37% dos eleitores apontaram André Mendonça. Alexandre de Moraes foi citado por 16%. Outros 20% responderam que nenhum dos dois age corretamente, enquanto 2% consideram que ambos têm a conduta adequada. A incerteza permanece relevante: 25% não souberam ou não quiseram responder.
Mendonça foi relator do caso envolvendo o Banco Master e tornou públicos relatórios da Polícia Federal que apontaram ligações entre Moraes e o fundador da instituição financeira. A divulgação dos documentos intensificou o embate dentro do Supremo e colocou os dois ministros no centro da avaliação pública sobre a crise institucional.
STF decide se julgará Alexandre de Moraes
A Corte se reunirá em 15 de setembro para decidir se julgará Alexandre de Moraes. A deliberação ocorre em um cenário de forte pressão política e de questionamentos sobre a condução do caso. A decisão poderá definir não apenas o destino do processo, mas também os próximos passos de uma crise com reflexos diretos sobre a imagem do tribunal.
A elevação da desconfiança mostra que o desgaste alcançou a maioria dos eleitores ouvidos pela pesquisa. Ao mesmo tempo, a expressiva parcela de respostas nas categorias de confiança baixa e não sabe ou não respondeu revela um eleitorado dividido e ainda cauteloso ao avaliar os envolvidos. Os números indicam que a percepção pública tornou-se mais um elemento de pressão sobre o STF no momento em que os ministros se preparam para votar o futuro do processo.
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