Sóstenes diz que Quaest está “com delay” sobre alta de Flávio
Líder do PL na Câmara avalia que a pesquisa não acompanha o crescimento recente de Flávio Bolsonaro. Levantamento aponta o senador à frente de Lula no 2º turno, mas atrás no 1º turno.

Divulgação
O líder do PL na Câmara e candidato à reeleição, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, que a pesquisa Quaest está “com delay” em relação ao crescimento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Para o deputado, o levantamento divulgado na data não acompanharia o ritmo recente de alta do senador, movimento que a legenda diz observar há cerca de duas semanas.
Vantagem de Flávio no 2º turno
A Quaest registra Flávio com 42% das intenções de voto contra 40% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual 2º turno. É a primeira vez que o senador aparece à frente do petista nesse cenário ao longo da campanha. A diferença é de dois pontos percentuais e reforça a disputa acirrada entre os dois principais nomes.
No 1º turno, o quadro apresentado pela pesquisa é diferente: Lula soma 36% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 31%. O levantamento também mostra empate na rejeição. Cerca de 55% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Lula, percentual idêntico ao registrado entre os que rejeitam o senador.
PL aposta na mobilização nas ruas
Sóstenes atribuiu parte do desempenho de Flávio à mobilização do PL durante a campanha. O deputado afirmou que o partido mantém uma agenda mais intensa de eventos do que o PT e resumiu a comparação em números: “Enquanto Lula faz 1 comício, o PL faz 4”. Em sua avaliação, a diferença também pode ser percebida pela presença dos dois grupos políticos nas ruas.
O líder do PL sustentou que os eventos petistas têm contado com menor participação, enquanto a legenda bolsonarista mantém uma rotina mais frequente de mobilização. A avaliação foi apresentada como uma das explicações para a trajetória ascendente de Flávio nas pesquisas, sem que o deputado tenha detalhado critérios utilizados para comparar a presença de público nos atos.
Agenda de Lula sob crítica
Sóstenes também comentou a diferença de disponibilidade entre Lula e Flávio. O presidente acumula a campanha com as obrigações do cargo de chefe do Executivo, enquanto o senador está em recesso parlamentar e pode dedicar mais tempo aos atos eleitorais. Mesmo reconhecendo essa distinção, o deputado disse que Lula poderia ampliar a agenda aos fins de semana.
“Ele poderia fazer 4 comícios no sábado ou no domingo”, afirmou Sóstenes. As declarações colocam a organização territorial e a presença nas ruas no centro da estratégia do PL. Ao mesmo tempo, os números da Quaest revelam um cenário competitivo: Flávio lidera no 2º turno, mas Lula mantém vantagem no 1º turno, e ambos patinam no mesmo nível de rejeição.
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