STF suspende sessão sobre investigação de Alexandre de Moraes e retoma os trabalhos às 15h
O Supremo suspendeu temporariamente a sessão sobre a possible abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. A retomada está marcada para as 15h, após o início do horário eleitoral transmitido pela TV Justiça.

Divulgação
Sessão suspensa pelo horário eleitoral
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a sessão dedicada à análise da abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento, que tratava dos supostos diálogos do integrante do tribunal com o banqueiro Daniel Vorcaro, deve ser retomado às 15h.
O presidente do STF, Edson Fachin, informou que a interrupção dos trabalhos foi necessária em razão do horário eleitoral, iniciado às 13h e transmitido pela TV Justiça. A medida busca respeitar as regras do período de campanha e evitar a sobreposição das atividades do tribunal com a programação eleitoral.
Deliberações sobre a continuidade dos julgamentos
Na retomada, os ministros devem analisar questões deliberadas durante a manhã, incluindo a possibilidade de suspensão dos trabalhos e a junção de todos os julgamentos relacionados ao Banco Master para o próximo dia 23 de setembro. A reunião reúne matérias vinculadas às acusações dirigidas tanto contra Alexandre de Moraes quanto contra o ministro André Mendonça.
A proposta de reunir os processos visa organizar a pauta do plenário e permitir que os temas sejam apreciados de forma coordenada. A decisão ainda depende da manifestação dos ministros, que devem avaliar os autos e os efeitos de cada deliberação antes de prosseguir com os julgamentos.
Discussão sobre as relatorias
Durante as primeiras horas da sessão, os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino questionaram atos praticados por Fachin relacionados à condução das relatorias dos processos. A discussão envolve a transferência das reportagens para a presidência da Corte e a forma como os autos seriam distribuídos entre os integrantes do STF.
Fachin afirmou que não houve uma decisão própria para tomar os processos de seus relatores. Segundo o presidente do tribunal, os autos foram encaminhados ao órgão pela própria relatoria, porque o juiz natural para apreciar a matéria é o plenário. Ele negou ter destituído o ministro responsável pela análise de cada caso.
Também foram registradas manifestações de impedimento e suspeição. Kássio Nunes Marques declarou-se impedido de participar do julgamento, enquanto Dias Toffoli se declarou suspeito. As manifestações passam a integrar a discussão sobre a formação do plenário e a condução dos processos.
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