Foragido da justiça, Oswaldo Eustáquio registra candidatura a deputado
O jornalista Oswaldo Eustáquio registrou candidatura a deputado federal pelo Paraná, pelo União Brasil. Ele vive na Espanha, é considerado foragido da Justiça brasileira e responde a acusações relacionadas aos atos antidemocráticos após as eleições de 2022.

Divulgação
O jornalista e blogueiro Oswaldo Eustáquio registrou candidatura a deputado federal pelo Paraná, pelo União Brasil, no sistema do Tribunal Superior Eleitoral. O pedido foi apresentado na segunda-feira, 14 de setembro de 2026, mas ainda depende de análise e deferimento pela Justiça Eleitoral para que ele possa concorrer oficialmente.
Substituição na federação
A candidatura foi apresentada pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. A legenda solicitou que Eustáquio ocupasse o lugar de José Renato Rosalino da Silva, cujo registro havia sido indeferido anteriormente. Na declaração entregue ao TSE, Eustáquio não informou bens registrados em seu nome.
Eustáquio vive na Espanha e é considerado foragido da Justiça brasileira desde dezembro de 2022. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele responde a investigações e ações judiciais relacionadas a manifestações contra o resultado das eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Acusação de associação criminosa
Em agosto de 2026, a Procuradoria-Geral da República denunciou o jornalista pela prática de associação criminosa. A acusação sustenta que ele atuou de forma continuada em manifestações que contestavam o resultado eleitoral, utilizando redes sociais e participando de atos realizados diante de quartéis militares.
A denúncia também aponta que Eustáquio teria contribuído para questionar a diplomação e a posse do presidente eleito. As acusações precisam ser analisadas pela Justiça, e o jornalista mantém o direito de apresentar defesa no curso dos processos.
Mandados de prisão e saída do país
Eustáquio é alvo de mandados de prisão preventiva relacionados a acusações que incluem crimes contra a democracia, obstrução da Justiça, perseguição e ameaça. Após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça brasileira, ele deixou o país em 2023 e passou a residir na Espanha.
Em dezembro de 2025, o Judiciário espanhol negou o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro. A decisão considerou que os fatos não atendiam ao requisito de dupla tipificação penal e classificou o caso como motivado politicamente. Com o registro agora apresentado, o TSE deverá avaliar se a candidatura de Eustáquio atende às exigências da legislação eleitoral.
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