Xi propõe zona conjunta de Ia na cúpula dos Brics
Presidente chinês apresentou propostas para ampliar a cooperação tecnológica e econômica entre os países do bloco, incluindo uma zona de inteligência artificial de código aberto, portais inteligentes e novas plataformas industriais.

Divulgação
O presidente da China, Xi Jinping, propôs a criação de uma zona conjunta de inteligência artificial no âmbito dos Brics durante a 18ª cúpula do grupo, realizada em Nova Délhi. A iniciativa integra um plano mais amplo para ampliar a cooperação tecnológica, comercial e industrial entre países do chamado Sul Global.
IA de código aberto ganha espaço nas propostas
Entre as medidas apresentadas por Xi está a formação de uma zona de IA de código aberto voltada ao desenvolvimento e à aplicação de grandes modelos de linguagem. A proposta busca facilitar o compartilhamento de conhecimento, reduzir dependências tecnológicas externas e acelerar a adoção da inteligência artificial em setores produtivos dos países membros.
A medida ocorre em um cenário de crescente disputa global pelo controle de tecnologias avançadas. Restrições à transferência de inovações estratégicas têm influenciado investimentos, cadeias produtivas e relações comerciais, tornando a cooperação entre economias emergentes um tema central para o bloco.
Comércio e manufatura também entram no plano
Além da inteligência artificial, Xi defendeu a criação de zonas econômicas especiais e portais inteligentes para facilitar o comércio e os investimentos entre os países dos Brics. Pequim também deve sediar, no próximo ano, um fórum dedicado ao comércio de serviços, com o objetivo de estimular novas áreas de crescimento econômico.
O plano inclui ainda uma plataforma em nuvem para a indústria digital, destinada ao intercâmbio técnico entre os membros. A China também propôs apoiar a construção de fábricas inteligentes e a modernização da manufatura, áreas consideradas essenciais para aumentar produtividade e competitividade internacional.
Formação de talentos científicos
Outra iniciativa prevê a criação de uma aliança para capacitar engenheiros e compartilhar talentos científicos. A proposta reconhece que o avanço tecnológico depende não apenas de infraestrutura e investimentos, mas também da formação de profissionais capazes de desenvolver e aplicar novas soluções.
Em sua participação na cúpula, Xi também defendeu maior autoridade das Nações Unidas, o fortalecimento do Novo Banco de Desenvolvimento e reformas na Organização Mundial do Comércio. Segundo o presidente chinês, as regras do comércio internacional devem preservar princípios como o tratamento de nação mais favorecida e evitar critérios seletivos.
A agenda reforça a tentativa da China de ampliar sua liderança entre economias em desenvolvimento. O país informou ainda a manutenção de tarifas zero para produtos de 53 nações africanas e a capacitação de mais de 200 mil profissionais por meio de programas internacionais de desenvolvimento.
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