Sachsida diz que economia pode melhorar em 18 meses em eventual governo de Flávio Bolsonaro
O economista Adolfo Sachsida afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro deve começar com redução de tributos e revisão da política fiscal. Ele projetou sinais positivos na economia em 18 meses e defendeu reduzir o IOF aos patamares de 2022 e eliminar o imposto sobre exportação de petróleo.

Divulgação
O economista Adolfo Sachsida, que integrou o governo de Jair Bolsonaro e participa da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, afirmou que um eventual governo do senador precisará adotar mudanças econômicas logo nos primeiros meses. Em evento com empresários em São Paulo, ele defendeu a redução de tributos e a revisão da política fiscal como prioridades para estimular o crescimento.
Resultado econômico em 18 meses
Ao ser questionado sobre o prazo para a economia reagir a um novo modelo de gestão, Sachsida foi objetivo: os primeiros sinais positivos poderiam aparecer em 18 meses. A estimativa foi apresentada como uma projeção da equipe que articula propostas para uma possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Para sustentar a avaliação, o economista comparou indicadores dos governos Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Sachsida, entre 2019 e 2022, a dívida pública caiu de 75,3% para 71,7% do Produto Interno Bruto, enquanto os gastos do governo recuaram de 19,4% para 18% do PIB. Ele destacou que esse movimento teria ocorrido mesmo durante a pandemia, a crise hídrica e os impactos econômicos da guerra na Ucrânia.
Sachsida também citou a ampliação do Bolsa Família, que passou de R$ 180 para R$ 600, e a redução de impostos como exemplos de medidas adotadas no período anterior. Na avaliação dele, o cenário fiscal mudou no governo atual, com aumento da dívida, dos juros e prejuízos registrados por empresas estatais.
IOF e exportação de petróleo
Entre as propostas defendidas por Sachsida está a redução do Imposto sobre Operações Financeiras aos patamares de 2022. O economista argumentou que a cobrança incide sobre renegociações de dívida, o que afetaria milhões de brasileiros inadimplentes que buscam重新 negociar suas contas. A sigla correta é IOF, e a proposta busca aliviar o custo dessas operações.
A equipe também pretende acabar com o imposto sobre exportação de petróleo. Sachsida defendeu a medida como forma de dar previsibilidade aos investidores e evitar mudanças bruscas no fluxo de recursos destinados ao setor. Segundo ele, a valorização do investimento no Brasil deve ser tratada como prioridade para ampliar a competitividade da economia.
Evento reúne governo, empresários e campanha
As declarações foram feitas durante o seminário Brasil Hoje, realizado pela Esfera Brasil na Casa Fasano, em São Paulo. O encontro reuniu ministros do governo Lula, empresários, parlamentares, integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro e autoridades de diferentes áreas para discutir competitividade, tecnologia, saneamento, segurança e os desafios econômicos do país.
A programação incluiu painéis sobre soberania e competitividade no mercado global, inteligência artificial, universalização do saneamento e integração na área de segurança. Também participaram representantes do BNDES, da Caixa Econômica Federal, do setor empresarial e líderes políticos, em um debate que buscou aproximar governo, iniciativa privada e formuladores de políticas públicas.
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