Durigan diz que eventual Lula 4 terá fiscal “mais organizado” e juros mais baixos
Ministro da Fazenda defende revisão de gastos obrigatórios, benefícios tributários e regras fiscais para melhorar as contas públicas e reduzir a Selic. Durigan também propõe aproximação entre Estado e iniciativa privada.

Divulgação
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (14 de setembro de 2026) que um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve buscar um quadro fiscal mais organizado e juros mais baixos. Para ele, o objetivo depende do ajuste das contas públicas, da revisão de despesas obrigatórias e maior estabilidade institucional.
Revisão de gastos e benefícios tributários
Durigan destacou que o resultado do arcabouço fiscal depende de mudanças estruturadas em despesas obrigatórias e benefícios tributários. Segundo o ministro, é preciso avaliar se os incentivos concedidos a setores específicos continuam gerando resultados para a sociedade e se justificam a manutenção de renúncias fiscais.
Arcabouço fiscal precisa ser aperfeiçoado
O ministro também defendeu uma reforma do arcabouço fiscal. As regras atuais foram elaboradas pela equipe de Fernando Haddad (PT), hoje candidato ao governo de São Paulo, e Durigan fazia parte do grupo responsável pela construção do modelo. Agora, ele defende ajustes para fortalecer a regra fiscal brasileira, sem uma mudança radical.
Estado e mercado devem atuar juntos
Para Durigan, o país precisa de um modelo em que Estado e iniciativa privada trabalhem de forma conjunta no desenvolvimento econômico. O ministro chamou essa proposta de “Estado forte, mercado forte”. Segundo ele, o objetivo não é definir se o Estado deve ser grande ou pequeno, mas garantir que ele tenha capacidade de responder às necessidades da sociedade e atuar onde o mercado não tiver apetite.
Seminário reúne ministros e lideranças
O ministro participou do seminário Brasil Hoje, promovido pelo Esfera Brasil, na Casa Fasano, em São Paulo. O encontro reuniu ministros do governo Lula, representantes da campanha de Flávio Bolsonaro, congressistas, empresários e autoridades para discutir os desafios do país nos próximos anos. A programação incluiu debates sobre soberania, competitividade, inteligência artificial, saneamento, segurança pública e gestão pública.
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