Candidato à Câmara leva muda de maconha para ato de campanha em Belo Horizonte
Dário 4e20, candidato a deputado federal por Minas Gerais, levou uma muda de maconha à Praça Sete durante ato de campanha. A Polícia Militar recolheu a planta, embora o candidato tenha apresentado autorização judicial associada ao cultivo.

Divulgação
Planta foi apreendida durante evento político
O candidato a deputado federal por Minas Gerais Dário 4e20 (PSOL-MG) levou uma muda de maconha para um ato de campanha realizado na Praça Sete, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026. A presença da planta chamou a atenção de populares e motivou a intervenção da Polícia Militar, que recolheu o material.
Dário afirmou que a atitude fazia parte de sua defesa pública da legalização da cannabis. Segundo o candidato, a exibição da muda buscava aproximar a população do debate sobre regulamentação do cultivo e do uso da planta. Apoiadores presentes ao ato reagiram com gritos de “Legaliza”.
Candidato apresentou autorização judicial
Ao ser questionado por um policial militar sobre a presença da planta, Dário informou que ela estava com um colega que possuía habeas corpus para o cultivo. O candidato mostrou a decisão judicial e disse ter autorizações relacionadas à Polícia Civil, à Polícia Militar e à Polícia Federal. Mesmo após a apresentação da documentação, os policiais decidiram recolher a muda.
Dário não foi detido nem encaminhado à delegacia. O episódio, no entanto, ganhou repercussão por ter ocorrido em um ato eleitoral e em um espaço de grande circulação no centro de Belo Horizonte, transformando a defesa da regulamentação da cannabis em tema de campanha.
O candidato integra公开amente o grupo político que defende a legalização da maconha para fins medicinais e recreativos, além do plantio doméstico limitado e regulado pelo Estado. Em suas manifestações públicas, ele sustenta que qualquer mudança na legislação deve ser acompanhada por informações sobre os efeitos, os riscos e as formas de prevenção associados ao consumo.
Dário também afirma ser contra o uso da cannabis por adolescentes. Para ele, o debate sobre a legalização precisa considerar controles de idade, acompanhamento sanitário e políticas de educação, em vez de tratar o tema apenas pela perspectiva da proibição ou do incentivo ao consumo.
O nome eleitoral “4e20” é uma referência conhecida à cultura canábica. A ação na Praça Sete reforçou a associação entre a campanha do candidato e a pauta da regulamentação, ao mesmo tempo em que reacendeu discussões sobre os limites legais do cultivo, a aplicação de decisões judiciais e a forma como propostas sobre drogas são apresentadas no espaço público.
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