Novo instala blocos de dinheiro na Esplanada e cita contratos do Banco Master
Manifestação do Novo em Brasília usou blocos que simulam dinheiro para criticar contratos e pagamentos envolvendo o Banco Master. Entre as referências está um acordo com o escritório jurídico de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

Divulgação
O Novo instalou blocos que simulam maços de dinheiro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante manifestação realizada nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026. A ação ocorreu no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal analisou a possibilidade de abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Crítica política envolve contratos do Banco Master
A estrutura foi usada pelo partido para criticar pagamentos e contratos de R$ 131 milhões relacionados ao Banco Master. A montagem também exibiu o slogan “Chega de Intocáveis”, utilizado por integrantes da legenda e pelo candidato à Presidência Romeu Zema em manifestações contra ministros do Supremo. A mesma frase já havia aparecido no ato do Novo em 7 de Setembro, na avenida Paulista, em São Paulo.
Escritório da mulher de Alexandre de Moraes recebeu pagamentos
Um dos alvos da crítica é o contrato firmado entre o Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro, e o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. O acordo previa pagamentos mensais ao longo de 36 meses.
Dados enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado indicam que o banco pagou aproximadamente R$ 80 milhões ao escritório em 2024 e 2025. A existência dos pagamentos, contudo, não significa, por si só, prática de crime. O escritório de Viviane já informou que prestou serviços de consultoria e atuação jurídica ao Banco Master.
Estrutura também cita pagamentos a outros escritórios
A manifestação fez referência a outros repasses identificados pela Receita Federal. Placas exibiam os valores de R$ 14 milhões e R$ 6,1 milhões, relacionados, respectivamente, à Pollaris Consultoria, do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, e à Lewandowski Advocacia, escritório associado à família do ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.
A convocação do ato por Zema e pelo Novo foi articulada para coincidir com a sessão do STF sobre Alexandre de Moraes. O julgamento examina informações encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro que teriam relação com o ministro. A instalação dos blocos, portanto, funcionou como uma crítica política dentro de um conjunto de contratos e pagamentos que ainda exigem análise jurídica específica para determinar sua natureza e eventuais implicações.
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