Ministro Nunes Marques detalha convite a eleitores para acompanhar fechamento das urnas
Em um esforço pela transparência eleitoral, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, explicou como os dois últimos eleitores de cada seção poderão testemunhar o encerramento da votação e receber o boletim de urna, fortalecendo a fiscalização popular do pleito.

Divulgação
Em um movimento estratégico para reforçar a transparência do processo eleitoral brasileiro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, detalhou neste sábado, na véspera do primeiro turno das eleições, como funcionará o convite para que os dois últimos eleitores de cada seção acompanhem o encerramento da votação. A iniciativa visa fortalecer a confiança pública e permitir que a população participe ativamente da fiscalização democrática do pleito, desmistificando o processo de apuração.
O anúncio do magistrado foi feito durante um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, no qual ele enfatizou a importância da medida para a integridade das eleições. "Nestas eleições, convidaremos os últimos dois eleitores aptos a votar em cada seção eleitoral do país para acompanhar o encerramento do processo de votação", afirmou Nunes Marques. Ele acrescentou que, ao final, "será entregue um boletim de urna com todos os votos registrados na seção. O documento traz um QR Code que permite a comprovação do resultado por meio do aplicativo BU na Mão", garantindo uma checagem direta e acessível por parte dos cidadãos.
Como funcionará o procedimento
O procedimento, detalhado pelo TSE, busca padronizar a participação dos eleitores em todo o país. A votação, que tem início às 8h (horário de Brasília), encerra-se pontualmente às 17h, desde que não haja mais eleitores aguardando na fila. Nesse momento crucial, os dois últimos cidadãos a exercerem seu direito ao voto serão convidados pela mesa diretora a permanecerem e testemunharem o processo. Eles terão a oportunidade de observar de perto o encerramento da urna eletrônica e a emissão do boletim impresso de cada máquina, um documento vital que registra todos os votos computados na seção.
Após a visualização do procedimento, cada eleitor participante receberá uma cópia do boletim de urna impresso, permitindo que faça sua própria conferência. Caso um dos convidados se recuse a participar ou a receber o documento, a negativa será devidamente registrada em ata, um protocolo que garante a formalidade e o controle da situação. Essa iniciativa é um passo a mais do TSE para desmistificar o processo e oferecer aos eleitores uma visão clara de como seus votos são apurados e registrados.
Mecanismos adicionais de checagem
Além da participação direta dos eleitores no momento do fechamento das urnas, o Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza outros importantes mecanismos para a checagem e fiscalização dos votos. Todos os boletins de urna, após serem emitidos e enviados para a totalização, são disponibilizados publicamente na internet. Essa medida permite que qualquer cidadão ou entidade, incluindo partidos políticos e observadores, compare os dados oficiais divulgados com os boletins impressos nas próprias seções eleitorais, incluindo aqueles que serão entregues aos últimos dois eleitores. Tal sistema de dupla verificação sublinha o compromisso do TSE com a lisura e a confiança no sistema eleitoral brasileiro, reforçando a premissa de que a democracia se constrói com a participação e a vigilância de todos os seus cidadãos.
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