G7 acorda liberação de reservas estratégicas de diesel para estabilizar preços
Em resposta à pressão dos Estados Unidos e à volatilidade do mercado de energia, os países do G7 anunciaram uma liberação coordenada de 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto de suas reservas estratégicas.

Divulgação
As sete maiores economias avançadas do mundo, reunidas no G7, chegaram a um acordo para liberar 100 milhões de barris de suas reservas estratégicas de diesel e petróleo bruto. A decisão, anunciada na última sexta-feira, visa conter a escalada dos preços dos combustíveis e garantir a estabilidade do fornecimento energético global. A medida foi tomada após intensa pressão diplomática por parte dos Estados Unidos, que buscavam evitar restrições ao comércio de produtos energéticos entre nações parceiras.
Liberação coordenada e compromissos internacionais
O comunicado oficial, divulgado pelo gabinete do presidente francês Emmanuel Macron, detalha que a liberação coordenada, conduzida por meio da Agência Internacional de Energia (AIE), terá início imediato e se estenderá por um período de quatro meses. Uma parte significativa desses 100 milhões de barris será composta por diesel, com a liberação concentrada nos primeiros 20 dias da operação, envolvendo tanto os membros do G7 quanto seus parceiros. Essa ação conjunta reforça o compromisso do grupo em responder a choques no mercado de energia e em manter a fluidez do comércio internacional de petróleo e derivados.
Histórico de intervenções e pressão americana
Esta não é a primeira vez que o G7 e seus aliados intervêm no mercado de energia para mitigar crises. Em março, uma liberação emergencial de 400 milhões de barris de petróleo foi realizada para conter a alta nos preços, desencadeada em parte por conflitos geopolíticos, como a guerra com o Irã. No entanto, a atual pressão americana sobre os parceiros europeus para que liberassem seus estoques emergenciais de diesel foi particularmente notável. Os Estados Unidos chegaram a considerar a imposição de cortes nas suas próprias exportações de diesel, uma medida que teria um impacto significativo no abastecimento europeu e poderia gerar custos econômicos elevados para o bloco.
Expectativas e próximos passos
Embora o comunicado do G7 não tenha especificado os volumes exatos de cada tipo de produto a ser liberado, nem a lista completa de países participantes, a mensagem é clara: o grupo está atento às flutuações do mercado. A nota também adianta que, nos próximos dias, haverá novas reuniões no âmbito da AIE para avaliar a necessidade de liberações adicionais de diesel, caso a situação assim o exija. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a decisão em sua rede social, destacando o início imediato do processo e a magnitude da liberação europeia, em um movimento que busca estabilizar os preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato em novembro.
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