Goiás registra mais de 1,5 mil denúncias de propaganda eleitoral irregular
Aplicativo Pardal contabiliza 1.530 irregularidades em todo o estado, com a maioria focada em publicidade em vias públicas e direcionada a cargos de deputado estadual e federal.

Divulgação
Faltando poucos dias para o primeiro turno das eleições de 2026, o estado de Goiás já contabiliza um número expressivo de denúncias de propaganda eleitoral irregular. O aplicativo Pardal, ferramenta disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), registrou até a manhã desta sexta-feira (2/10) um total de 1.530 queixas em 105 dos 246 municípios goianos. A maioria das denúncias aponta para publicidade em via pública como a infração mais comum, com 1.004 casos já encaminhados para análise da Justiça Eleitoral.
Cargos e tipos de irregularidade mais frequentes
Ao analisar os dados por cargo, a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (deputado estadual) lidera o ranking de denúncias, com 824 registros. Em seguida, aparecem os candidatos a deputado federal, somando 445 irregularidades. Os partidos, coligações e federações também figuram na lista, com 103 queixas. Cargos como governador (79), senador (51) e presidente (28) apresentam um número menor de denúncias, mas ainda assim representam infrações que precisam ser apuradas.
Goiânia lidera o ranking de irregularidades
A capital, Goiânia, desponta como o município com o maior número de denúncias de propaganda eleitoral irregular, totalizando 458 registros. Anápolis aparece em segundo lugar, com 119 queixas, seguida por Jataí, que soma 108. A predominância de irregularidades em vias públicas, representando 45,49% do total, seguida por publicidade em bens públicos (10%) e na internet (8,5%), reflete os desafios na fiscalização e na conscientização dos candidatos e seus apoiadores sobre as regras eleitorais.
Justiça Eleitoral e participação popular no combate às irregularidades
A desembargadora eleitoral Aline Protásio, do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), destacou a atuação firme da Justiça Eleitoral na fiscalização, tanto por meios judiciais quanto pelo aplicativo Pardal. Ela ressaltou que, em comparação com as eleições presidenciais de 2022, quando foram registradas 1.150 denúncias no período eleitoral completo, a expectativa para 2026 é de um aumento ainda maior. Protásio explicou que cada denúncia recebida pelo Pardal passa por triagem, é autuada e enviada ao juiz eleitoral. Caso a irregularidade seja confirmada, o partido ou candidato tem 48 horas para regularizar a situação, sob pena de remoção pela própria Justiça. A desembargadora enfatizou que o trabalho conjunto entre a atuação judicial e a participação popular tem contribuído para cidades goianas mais limpas e eleições mais equilibradas.
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