Lula tem vantagem menor sobre o Pl a 15 dias do 1º turno
PoderData e Datafolha apontam queda na intenção de votos válidos em Lula e redução da vantagem sobre o PL em comparação com o mesmo momento de 2022. A disputa chega à reta final em cenário de maior equilíbrio.

Divulgação
Vantagem encolhe na reta final
A 15 dias do 1º turno da eleição presidencial de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à reta final em posição menos confortável do que ocupava no mesmo período de 2022. As pesquisas mais recentes indicam perda de apoio ao petista e redução da distância em relação ao candidato do PL, com a disputa presidencial entrando nos últimos dias em cenário de maior equilíbrio.
No PoderData, Lula registra 39,4% das intenções de votos válidos, enquanto o nome do PL soma 38,3%. A diferença é de apenas 1,1 ponto percentual. No Datafolha, o petista aparece com 42,9%, ante 39,6% de Flávio Bolsonaro, vantagem de 3,3 pontos. Em ambos os levantamentos, os percentuais apontam para uma corrida apertada.
Comparação com 2022 mostra queda
O recuo fica mais evidente quando os números atuais são comparados com os registrados duas semanas antes do 1º turno de 2022. Naquele momento, o Datafolha apontava Lula com 47,9% dos votos válidos e Jair Bolsonaro com 35,1%, diferença de 12,8 pontos. No PoderData, o petista tinha 45,3%, contra 38,9% do adversário, vantagem de 6,4 pontos.
Considerando a mesma base de comparação, a intenção de votos em Lula caiu 5,9 pontos no PoderData e 5 pontos no Datafolha. A mudança não significa que o resultado das urnas seguirá exatamente a tendência das sondagens, mas revela que o presidente enfrenta um eleitorado mais disputado e uma margem de segurança bem menor do que na eleição anterior.
PL preserva apoio do campo bolsonarista
Enquanto Lula perde parte da vantagem que tinha há quatro anos, o PL mantém parcela relevante do apoio conquistado por Jair Bolsonaro em 2022. Flávio Bolsonaro chega ao fim da campanha com percentuais próximos aos do pai no mesmo período daquela eleição, sem uma retração equivalente à queda observada no campo petista.
O quadro atual também difere de 2018, quando Lula, impedido de concorrer, teve seu nome substituído por Fernando Haddad a menos de um mês do 1º turno. Embora tenha conseguido transferir parte do eleitorado ao sucessor, a movimentação não foi suficiente para reproduzir a força do petista nas urnas. Haddad terminou a primeira etapa com 29,3% dos votos válidos.
Últimas semanas podem definir o ritmo da disputa
Para Lula, o desafio agora é como presidente em exercício, e não mais como candidato de oposição. A redução da vantagem exige maior capacidade de mobilização nos dias restantes, especialmente entre eleitores indecisos e segmentos que ainda podem mudar de posição antes do 1º turno.
Os dados considerados estão calculados em votos válidos, excluindo brancos, nulos e entrevistados que não souberam ou não quiseram responder. Essa metodologia permite comparar a preferência entre os candidatos, mas não elimina a margem de erro nem a possibilidade de alterações na preferência do eleitor durante a fase final da campanha.
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