Trump se encontrará com a presidente interina da Venezuela em Nova York
Donald Trump e Delcy Rodríguez devem se encontrar em Nova York durante a 81ª Assembleia Geral da ONU. Será o primeiro contato oficial entre os presidentes dos dois países em 27 anos, em um momento marcado pelo recente acordo petrolífero entre Venezuela e Estados Unidos.

Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se encontrar com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na próxima terça-feira (22), em Nova York. O anúncio foi feito na sexta-feira (18) por Mike Waltz, embaixador norte-americano na Organização das Nações Unidas (ONU).
O encontro ocorrerá durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, quando a cidade recebe chefes de Estado, ministros e diplomatas de diferentes países. Será a primeira reunião entre Trump e Rodríguez, que assumiu a presidência venezuelana em janeiro, após a captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, por forças dos Estados Unidos em um ataque a Caracas.
Primeiro encontro oficial em 27 anos
A reunião também marcará o primeiro encontro oficial entre presidentes dos Estados Unidos e da Venezuela em 27 anos. O último ocorreu em 1999, entre Bill Clinton, do Partido Democrata, e Hugo Chávez, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), em um período de tentativas de aproximação diplomática entre os dois países.
O novo contato ocorre em um cenário de mudanças profundas na relação bilateral. A administração Trump busca consolidar uma agenda de cooperação energética com Caracas, enquanto o governo venezuelano tenta atrair investimentos para ampliar a produção de petróleo e recuperar parte da capacidade perdida em anos de crise econômica, sanções e queda nos investimentos do setor.
Acordo petrolífero impulsiona a aproximação
A reunião será realizada cerca de duas semanas após a Assembleia Nacional da Venezuela aprovar um acordo com os Estados Unidos para a exploração de 17 campos de petróleo no país. As áreas possuem reservas provadas estimadas em 65 bilhões de barris, segundo os dados apresentados durante a negociação.
O projeto prevê investimentos superiores a US$ 100 bilhões e pode gerar mais de US$ 209 bilhões em impostos para o Estado venezuelano. Para Washington, a parceria representa uma oportunidade de ampliar o fornecimento de petróleo e reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis nos Estados Unidos.
Gasolina e estratégia energética no centro da agenda
Trump celebrou o acordo como “o maior acordo de petróleo da história do mundo” e afirmou que o processo de reabastecimento começará em breve. Ao descrever o petróleo venezuelano como um “presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos”, o presidente norte-americano destacou o impacto esperado da operação no mercado interno de combustíveis.
A redução do preço da gasolina é uma das principais apostas políticas e econômicas de Trump. Com o aumento do fornecimento de petróleo venezuelano, a Casa Branca espera aliviar custos para consumidores e empresas, além de fortalecer a influência dos Estados Unidos sobre uma das maiores reservas energéticas do mundo.
A reunião em Nova York, portanto, terá peso diplomático e econômico. Além de reabrir um canal direto entre os dois governos, o encontro pode definir os próximos passos da parceria petrolífera e sinalizar uma nova fase nas relações entre Venezuela e Estados Unidos.
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