Lula prepara caminhada com João Campos no Recife na sexta-feira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ir a Pernambuco durante o 1º turno das eleições e participar de uma caminhada com João Campos no Recife. A agenda reforça a aliança entre PT e PSB em uma disputa equilibrada contra Raquel Lyra.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu ir a Pernambuco durante o 1º turno das eleições. A principal agenda deverá ser uma caminhada com João Campos, candidato do PSB ao governo estadual, no Recife, na sexta-feira, 25 de setembro. O compromisso marca a presença nacional mais forte da campanha petista em apoio ao ex-prefeito da capital pernambucana.
A ida de Lula atende a um objetivo central de João Campos: aproximar a disputa estadual do cenário nacional e reforçar o apoio de uma liderança com influência sobre eleitores aliados ao PT. A presença do presidente também simboliza a aproximação entre petistas e o PSB, em um estado onde a sucessão do Palácio do Campo das Princesas permanece indefinida.
Articulação pela presença de Lula
João Campos vinha tentando incluir Lula em sua campanha. Na quarta-feira, 16 de setembro, o candidato fez três tentativas de contato com Gilberto Carvalho, ex-ministro e coordenador de agenda de campanha do presidente, para tratar da possibilidade de uma agenda em Pernambuco.
A decisão contraria os planos da governadora Raquel Lyra (PSD), principal adversária de João Campos. A equipe da candidata à reeleição apostava em negociações com o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa para evitar que Lula participasse de um palanque do adversário no estado onde nasceu.
Disputa permanece acirrada
A estratégia do PSB tem sido apresentar a eleição como uma disputa nacional e associar Raquel Lyra ao bolsonarismo. Para a campanha de João Campos, dividir uma agenda com Lula é visto como uma forma de mobilizar a base aliada e aumentar a competitividade diante da máquina administrativa estadual.
Uma pesquisa AtlasIntel divulgada na quinta-feira, 17 de setembro, mostrou equilíbrio entre os dois principais concorrentes. No 1º turno, Raquel aparece com 48,7% das intenções de voto, ante 45,6% de João Campos. Em um eventual 2º turno, a governadora teria 51,1%, enquanto o candidato do PSB alcançaria 47,3%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Com números próximos e forte polarização, a caminhada no Recife pode se tornar um dos momentos decisivos da reta final. O desafio de João Campos será transformar o apoio de Lula em votos, enquanto Raquel Lyra tentará neutralizar o impacto da presença presidencial e manter sua vantagem nas pesquisas.
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