Debate com Zema, Cury e Samara reúne apenas 3 dos 7 candidatos
Realizado em São Paulo, o encontro teve as ausências de Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Os três presentes defenderam projetos distintos para economia, educação e sistema político.

Divulgação
O debate presidencial realizado em São Paulo nesta sexta-feira (18 de setembro de 2026) reuniu apenas três dos sete candidatos convidados. Promovido pelo Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda. e pelo G4, o encontro ocorreu a 17 dias do primeiro turno e foi marcado pela ausência de nomes presentes nas principais pesquisas de intenção de voto.
Ausências alteram a dinâmica do encontro
Participaram do debate Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP). Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) não compareceram. Com menos da metade dos convidados no palanque, o evento teve confrontos diretos limitados e maior espaço para a apresentação individual de propostas.
Propostas econômicas apontam direções opostas
Zema defendeu a privatização de empresas e bancos estatais. Ele citou o caso envolvendo o BRB e o Banco Master para criticar a influência política sobre instituições públicas e argumentou que o Brasil precisa reduzir sua dependência comercial da China, inclusive deixando os Brics.
Samara apresentou uma agenda oposta à de Zema. A candidata criticou o pagamento de juros da dívida pública, defendeu o aumento de 100% do salário mínimo e propôs a redução da jornada de trabalho. Ela também rejeitou a escala 6x1, classificou os benefícios ao setor financeiro como um problema estrutural e defendeu a manutenção e a ampliação do Bolsa Família.
Cury, por sua vez, criticou o aumento do piso do Bolsa Família anunciado pelo governo federal na quinta-feira (17). Para o candidato, a medida, tomada às vésperas da eleição, usa a situação de vulnerabilidade da população com objetivos eleitorais.
Educação e reforma do sistema político
Na área de educação, Samara defendeu mais recursos para escolas, universidades, pesquisa e tecnologia. Segundo ela, patentes desenvolvidas em instituições públicas devem gerar benefícios para a população, e não apenas para grupos privados.
Cury propôs substituir o presidencialismo pelo semipresidencialismo. Em seu modelo, o presidente ficaria responsável por questões estratégicas, enquanto um primeiro-ministro assumiria a gestão cotidiana do governo e a coordenação política.
STF e caso Banco Master
O Supremo Tribunal Federal também entrou na sabatina. Zema afirmou que a Corte se transformou em um “balcão de negócios”. Cury também criticou a atuação do STF ao comentar o caso do Banco Master, mencionando Lula e Flávio Bolsonaro em suas declarações sobre o episódio.
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