Andrei diz que Mendonça pediu acesso à cópia do celular de Vorcaro
Diretor-geral da PF afirma que envio de dados do aparelho ao gabinete de André Mendonça ocorreu após solicitação. Supremo cobra esclarecimentos sobre a guarda do celular e o acesso integral ao conteúdo.

Divulgação
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (13 de setembro de 2026) que a cópia dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi enviada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após solicitação do gabinete. O material foi entregue em 8 de março de 2026.
Posições sobre a entrega
Na sexta-feira (11), Mendonça disse que a própria autoridade policial entregou voluntariamente um envelope lacrado com uma cópia de segurança dos dados do aparelho. As declarações abordam aspectos diferentes da transferência: para o ministro, a iniciativa material partiu da Polícia Federal; para Andrei, houve um pedido prévio do gabinete.
Andrei também reiterou que o celular apreendido e a extração original permanecem sob guarda da Polícia Federal. De acordo com o diretor-geral, o equipamento nunca deixou as dependências da instituição, informação considerada central para esclarecer a cadeia de custódia e as condições de preservação do material.
Supremo cobra esclarecimentos da PF
No sábado (12), o ministro Fachin determinou que a Polícia Federal prestasse esclarecimentos em 24 horas sobre o celular de Vorcaro. O pedido inclui informações detalhadas sobre a forma como o aparelho e os dados extraídos estão armazenados, protegidos e disponibilizados aos ministros.
A decisão atende a manifestações de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, favoráveis ao compartilhamento integral do conteúdo do telefone antes da sessão do Supremo marcada para terça-feira (15). O impasse envolve o acesso dos ministros aos dados, não a transferência do aparelho físico.
PF diz ter condições de reproduzir os dados
Andrei afirmou que a corporação possui capacidade técnica para produzir e encaminhar cópias do material ao gabinete de todos os ministros. O celular foi apreendido durante investigações relacionadas a Vorcaro, fundador do Banco Master, e continua no centro de uma disputa sobre acesso, preservação e transparência das informações disponíveis.
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