Goiás registra alta de 45,5% nas indenizações do seguro prestamista
No primeiro semestre de 2026, seguradoras pagaram R$ 44,2 milhões em indenizações de seguro prestamista em Goiás. O crescimento superou o da arrecadação, que avançou 26,4%, em um cenário de endividamento recorde das famílias brasileiras.

Divulgação
O mercado de seguros prestamistas em Goiás registrou, no primeiro semestre de 2026, um crescimento mais acelerado nas indenizações do que na arrecadação. Entre janeiro e junho, as seguradoras pagaram R$ 44,2 milhões, alta de 45,5% na comparação com o mesmo período de 2025.
Indenizações crescem mais que a arrecadação
A arrecadação do segmento no Estado chegou a R$ 376,3 milhões nos seis primeiros meses do ano, avanço de 26,4% sobre o resultado observado um ano antes. Assim, o ritmo de crescimento dos pagamentos foi 19,1 pontos percentuais superior ao da arrecadação, indicando maior utilização das coberturas contratadas.
Os dados ocorrem em um momento de pressão sobre as finanças das famílias. Em julho de 2026, 82% dos consumidores brasileiros declararam ter dívidas a vencer, o maior percentual da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.
Proteção vinculada ao crédito
O seguro prestamista é normalmente associado a empréstimos, financiamentos, operações de crédito e compras parceladas. Sua função é proteger o pagamento da dívida quando o consumidor é atingido por uma situação prevista no contrato, como morte, invalidez, perda de renda ou desemprego involuntário, conforme as coberturas contratadas.
Quando o evento coberto ocorre, a indenização pode quitar ou amortizar o saldo devedor, respeitando os limites, prazos e condições estabelecidos na apólice. Dessa forma, a proteção atua diretamente sobre a obrigação financeira vinculada ao seguro, podendo reduzir o impacto de uma dificuldade pessoal sobre o orçamento familiar.
“O seguro prestamista não substitui a contratação responsável de crédito, mas atua como uma rede de proteção quando um acontecimento inesperado compromete a capacidade de pagamento. Em um ambiente de maior endividamento, essa proteção pode evitar que uma adversidade pessoal se transforme em um problema financeiro ainda maior para a família”, afirma Alexandre Rodrigues Moreira, diretor vice-presidente do SINDSEG MG/GO/MT/DF.
Consumidor deve avaliar coberturas e exclusões
Antes da contratação, é essencial verificar se a adesão ao seguro é opcional e quais situações estão realmente cobertas. Também devem ser analisados o valor máximo previsto para quitação ou amortização da dívida, o período de vigência, as exclusões e as regras para manutenção da cobertura.
Os procedimentos e documentos necessários para solicitar uma indenização também precisam ser observados. Essas informações devem constar no certificado individual ou no contrato do seguro, documentos que orientam tanto o consumidor quanto a instituição financeira sobre os direitos e as condições aplicáveis à proteção contratada.
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