Brasil não aguenta mais isso, diz presidente da Oab-go após pedido de vista no STF
Rafael Lara Martins criticou a interrupção do julgamento no STF sobre possível investigação contra Alexandre de Moraes e pediu uma resposta definitiva da Corte.

Divulgação
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO), Rafael Lara Martins, afirmou nesta terça-feira (15) que o Brasil não suporta mais a sucessão de adiamentos em casos de grande repercussão. A declaração ocorreu após um pedido de vista interromper, no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento sobre a eventual abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Pedido de vista interrompe a sessão
A sessão examinava se havia elementos suficientes para autorizar uma investigação sobre a suposta relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino, procedimento que permite uma análise mais detalhada antes da retomada da discussão e do voto.
OAB-GO cobra resposta da Corte
Para Lara Martins, o STF precisa enfrentar diretamente os fatos apresentados e concluir o julgamento. “O Brasil não aguenta mais isso. Precisamos que isso seja verdadeiramente enfrentado e que o julgamento tenha um fim”, afirmou o presidente da OAB-GO. Ele também defendeu uma manifestação objetiva da Corte. “O que se espera do Supremo Tribunal Federal é que dê retorno imediato a esse julgamento e não fique, mais uma vez, e com perdão da expressão, jogando para debaixo do tapete”, disse.
Tramitação não significa condenação
O dirigente da OAB-GO ressaltou que a análise em curso não representa uma condenação antecipada de Alexandre de Moraes. A questão submetida ao STF é saber se existem fundamentos para iniciar uma investigação formal. Nesse sentido, Lara Martins destacou que um pedido de vista é uma etapa processual e não define o resultado final do caso.
“O que nós vimos foi um pedido de vista, a tentativa de postergar aquilo que o país está esperando, uma simples decisão de se um ministro deve ou não ser investigado. Não há condenação prévia”, declarou. O episódio voltou a colocar o Supremo no centro do debate político nacional. A continuidade do julgamento será acompanhada por setores jurídicos e políticos, que avaliam a tramitação como um teste de transparência, imparcialidade e capacidade da Corte para concluir temas institucionalmente sensíveis.
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