Espírito Santo lidera produção nacional de cinco culturas
Estado ficou em primeiro lugar no Brasil na produção de café conilon, pimenta-do-reino, mamão, chuchu e inhame em 2025. Conilon teve alta de 32,6%, enquanto novas culturas passaram a integrar a Pesquisa Agrícola Municipal.

Divulgação
O Espírito Santo consolidou sua posição entre os principais estados produtores do Brasil ao liderar, em 2025, a produção nacional de cinco culturas agrícolas: café conilon, pimenta-do-reino, mamão, chuchu e inhame. O resultado reforça a diversidade da agricultura capixaba, marcada pela presença de lavouras permanentes, temporárias e cultivos intensivos adaptados às diferentes regiões do estado.
Conilon, pimenta e mamão sustentam liderança
O café conilon foi o principal destaque. A colheita capixaba reached 871,4 mil toneladas, alta de 32,6% em relação a 2024, quando foram produzidas 657 mil toneladas. O volume correspondeu a 69,5% de tudo que foi produzido no país, garantindo ao Espírito Santo a primeira posição nacional.
A pimenta-do-reino também apresentou crescimento expressivo. A produção passou de 73,5 mil para 83,5 mil toneladas, avanço de 13,6%, e representou 61,5% da safra brasileira. No mamão, o estado colheu 385,9 mil toneladas, equivalente a 33,3% do total produzido no Brasil.
Considerando juntas as variedades arábica e conilon, o Espírito Santo produziu 1,07 milhão de toneladas de café e ficou em segundo lugar no ranking nacional, com 30,7% da safra brasileira. Na produção específica de café arábica, o estado ocupou a terceira posição, com 198,9 mil toneladas.
Novas culturas ampliam o mapa agrícola
A partir de 2025, a Produção Agrícola Municipal passou a acompanhar 12 novas culturas, entre elas abóbora, acerola, alface, cenoura, chuchu, cupuaçu, graviola, inhame, milho-verde, morango, pimentão e repolho. A ampliação da pesquisa tornou visíveis cadeias produtivas que antes não apareciam de forma sistemática nos levantamentos.
Com 140,5 mil toneladas, o Espírito Santo liderou a produção brasileira de chuchu, com 31,3% do volume nacional. Também ficou em primeiro lugar no inhame, ao colher 89,3 mil toneladas, participação de 30,1% no total do país.
O estado ainda apareceu entre os cinco maiores produtores de repolho, pimentão e morango, com 36,4, pimentão. O Espírito Santo produziu 159,1 mil toneladas de repolho e ficou em terceiro lugar, atrás de São Paulo e Paraná. No pimentão, foram 36,4 mil toneladas, suficientes para o quinto lugar nacional. A produção de morango chegou a 22,3 mil toneladas, também colocando o estado na quinta posição.
Outras lavouras registram avanço
Além das culturas que lideram o ranking nacional, várias lavouras capixabas cresceram entre 2024 e 2025. A tangerina e o cacau avançaram cerca de 7,5%, a melancia ganhou 7,3% e a laranja, 4,5%. O Espírito Santo também ficou em terceiro lugar na produção nacional de cacau, com 13,3 mil toneladas.
Outras culturas permaneceram relativamente estáveis. A banana reached 427,5 mil toneladas, com alta de 0,3%, enquanto a mandioca chegou a 128,1 mil toneladas, crescimento de 0,2%. A cana-de-açúcar avançou 0,3%, totalizando 3,36 milhões de toneladas. A produção de tomate atingiu 161 mil toneladas, e a de milho em grão, 59,6 mil toneladas.
Desafio agora é agregar valor
O desempenho da agricultura capixaba mostra a capacidade dos produtores de incorporar tecnologia, aumentar a produtividade e responder às oportunidades de mercado. Para os próximos anos, o principal desafio será fortalecer as cadeias produtivas, ampliar a competitividade e transformar parte da produção em alimentos com maior valor agregado.
A ampliação da pesquisa também revelou a importância econômica e social de hortaliças e culturas intensivas em diferentes regiões do estado. Ainda há, porém, uma lacuna relevante: o gengibre não foi incluído entre os novos produtos acompanhados, apesar de sua participação no mercado externo e de sua importância para produtores capixabas.
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