Café e cacau em alta em Nova York com desafios na oferta e logística
Preços do café e cacau registram valorização na bolsa de Nova York devido a restrições de oferta e dificuldades no escoamento da safra, especialmente na Colômbia e Costa do Marfim.

Divulgação
Os mercados de commodities agrícolas em Nova York apresentaram movimentações significativas nesta quarta-feira, com destaque para a alta nos preços do café e do cacau. Os contratos futuros de café, com entrega prevista para dezembro de 2026, registraram uma valorização de 2,1%, alcançando a cotação de 2,9890 centavos de dólar por libra-peso. Esse movimento é impulsionado pela oferta restrita proveniente da Colômbia, um dos principais produtores mundiais de café arábica, cujas condições de produção impactam diretamente o mercado global.
Desafios na produção colombiana impulsionam café
A oferta limitada de café da Colômbia, segundo maior produtor de arábica globalmente, atrás apenas do Brasil, tem sido um fator determinante para a sustentação das cotações do grão. A restrição na disponibilidade do produto no mercado internacional cria um cenário de maior demanda em relação à oferta, elevando os preços e refletindo a sensibilidade do mercado a fatores de produção em regiões-chave.
Cacau atinge máxima de um mês com problemas climáticos na África Ocidental
O cacau também segue a tendência de alta, com os contratos da amêndoa com vencimento em dezembro de 2026 subindo 3,59% e negociados a US$ 5.934 a tonelada. As fortes chuvas na Costa do Marfim, principal produtor mundial de cacau, têm gerado sérios transtornos na logística e no escoamento da safra. Estradas bloqueadas e dificuldades de acesso aos portos criam gargalos na distribuição, elevando os custos e a incerteza sobre a disponibilidade futura do produto. Essa conjuntura climática na África Ocidental levou a cotação do cacau a atingir sua máxima em um mês, evidenciando os riscos associados ao clima na região.
Outras commodities apresentam comportamentos diversos
Enquanto café e cacau se valorizam, outras commodities apresentaram movimentos distintos. O açúcar, por exemplo, registrou uma queda de 0,51% em seus contratos com vencimento em março de 2027, sendo negociado a US$ 21 a libra-peso. O algodão, por outro lado, operou em alta, com os papéis da pluma para dezembro de 2026 subindo 1,64% e cotados a 81,81 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado fechou o dia em queda, com os contratos mais negociados, para novembro de 2026, recuando 0,7% e cotados a US$ 1,4085 a libra-peso. Esses movimentos heterogêneos refletem a complexidade e a diversidade de fatores que afetam cada mercado de commodities.
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