Acordo Mercosul-UE impulsiona exportações brasileiras em 30%
Comercialização com o bloco europeu registrou alta expressiva após a entrada em vigor do tratado, somando US$ 44,17 bilhões até setembro. Brasil também expande atuação em outros 700 mercados agropecuários.

Divulgação
As exportações brasileiras para a União Europeia experimentaram um crescimento notável de 30,7% entre maio e setembro deste ano, um resultado direto do acordo comercial firmado entre o Mercosul e o bloco europeu. Este impulso nas vendas para a Europa reflete a nova dinâmica do comércio exterior do país, que busca consolidar sua posição no mercado internacional.
Crescimento expressivo nas vendas para a Europa
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, divulgou os dados que apontam para um desempenho robusto. No acumulado de janeiro a setembro, as exportações para a UE alcançaram a marca de US$ 44,17 bilhões, representando um aumento de 20% em comparação com os primeiros nove meses do ano anterior. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, corroborou os números, destacando que o comércio bilateral entre Mercosul e UE já cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação do tratado, que entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após quase três décadas de negociações.
Agroindústria na vanguarda da expansão
O crescimento das exportações brasileiras não se limita ao agronegócio, embora este setor tenha um papel de protagonismo. Segundo o ministro Elias Rosa, o comércio exterior do país avançou em média 10,5% em um cenário global desafiador, marcado por tensões geopolíticas e barreiras comerciais. Ele atribuiu os resultados à capacidade de expansão das empresas nacionais e à atuação governamental na promoção do comércio. "É a pungência do setor privado e a capacidade do setor privado de expandir, sobretudo no agro. A missão número 1 da nova industrialização do Brasil envolve justamente a agroindústria", afirmou.
Brasil amplia presença em 700 novos mercados agropecuários
Paralelamente ao avanço com a Europa, o Brasil celebrou a abertura de 700 novos mercados internacionais para seus produtos agropecuários desde o início de 2023. Essas novas oportunidades foram conquistadas em 99 destinos diferentes, graças a autorizações sanitárias. O ministro da Agricultura, André de Paula, ressaltou a expressividade desse feito, comparando-o com os 241 mercados abertos na gestão anterior. A expectativa é que as vendas para esses novos destinos alcancem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos, segundo estimativas da ApexBrasil. O país almeja encerrar o ano como o maior exportador mundial de alimentos, com projeções de exportações totais de US$ 169 bilhões.
Investimentos e perspectivas para o agro
O ministro André de Paula também enfatizou os investimentos do governo federal no setor, incluindo o Plano Safra, que destinou mais de R$ 610 bilhões para a agricultura empresarial e familiar. Ele destacou a importância estratégica do agronegócio para a economia nacional, com projeções de que o setor atinja 29% do PIB agropecuário neste ano e uma safra prevista de 366 milhões de toneladas para 2026/27. A recente autorização da China para a exportação de miúdos suínos é mais um indicativo do potencial de crescimento e da diversificação de mercados para os produtos brasileiros.
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