Abates de bovinos, frangos e suínos batem recorde no segundo trimestre
O abate de bovinos reached 10,721 milhões de cabeças no segundo trimestre de 2026, alta de 1,3% sobre o mesmo período de 2025 e recorde para o período. Frangos e suínos também registraram volumes recordes.

Divulgação
Recorde no segundo trimestre
O abate de bovinos no Brasil reached 10,721 milhões de cabeças no segundo trimestre de 2026, resultado 1,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Foi o melhor desempenho para um segundo trimestre em toda a série histórica da pesquisa, demonstrando a força da produção de carne bovina no país. Frangos e suínos também fecharam o período com volumes recordes, reforçando o avanço da produção de proteínas animais.
Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, o abate de bovinos cresceu 4%. O resultado indica expansão da atividade no curto prazo e confirma a elevação dos volumes processados ao longo dos primeiros seis meses de 2026. O movimento ganha relevância porque ocorre em um segmento sensível às condições de mercado, aos custos de produção e à dinâmica de renovação dos rebanhos.
São Paulo puxa a alta
O aumento anual correspondeu a 135,71 mil cabeças a mais abatidas. A alta foi observada em 19 das 27 unidades da federação analisadas, mas teve em São Paulo seu principal destaque. O estado registrou acréscimo de 151,70 mil cabeças na comparação com o segundo trimestre de 2025.
Como o crescimento paulista foi maior que o avanço nacional, reduções registradas em outras unidades da federação absorveram parte desse ganho. Ainda assim, o resultado evidencia a importância de São Paulo para o desempenho do setor e mostra que a expansão do abate ocorreu de forma desigual entre os estados.
O volume recorde precisa ser analisado junto com preços, custos, consumo interno e demanda externa. Mais animais abatidos ampliam a oferta de carne, mas não significam necessariamente aumento proporcional da rentabilidade. A margem dos produtores e frigoríficos depende do equilíbrio entre o valor pago pelo animal, os custos operacionais e a capacidade de escoamento da produção.
Para os próximos meses, o setor deverá acompanhar a evolução dos estoques, o comportamento do consumidor e o ritmo das exportações. O recorde do segundo trimestre cria uma base elevada para as próximas comparações e torna essencial monitorar se o crescimento terá continuidade ou se será influenciado por ajustes na oferta e nos preços.
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