Chuvas e oferta menor sustentam preços do açúcar e do etanol
Interrupção das atividades nas lavouras e maior uso da cana para produzir etanol reduzem a disponibilidade de açúcar e mantêm as cotações em alta.

Divulgação
As chuvas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil interromperam atividades de campo e dificultaram o andamento da moagem. Com menos produto chegando às usinas, a oferta de açúcar e etanol ficou restrita, criando condições para a manutenção das cotações em patamares elevados.
Estoque e ritmo de processamento sob pressão
A previsão de novas precipitações aumenta a preocupação entre produtores, traders e demais agentes do mercado. As paralisações podem reduzir o volume de cana processado até o encerramento da safra e comprometer a formação de estoques para os próximos meses, especialmente se as áreas agrícolas permanecerem úmidas por mais tempo.
O problema não afeta apenas o ritmo de colheita. Estradas rurais, carregamento e transporte da matéria-prima também tendem a enfrentar dificuldades durante períodos de chuva intensa, ampliando o impacto sobre a regularidade do abastecimento das usinas.
Produção de açúcar registra queda
No mercado de açúcar, o cenário climático se soma à opção das usinas por destinar parcela maior da cana à produção de etanol. Mesmo com volume de moagem superior ao observado no mesmo período do ano anterior, a produção do adoçante apresentava queda de 11,7% no acumulado da safra até 15 de agosto, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.
O indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal branco foi cotado a R$ 119,41 pela saca de 50 quilos. O valor representa alta de 4,98% desde o início de setembro, refletindo a combinação entre menor disponibilidade do produto e expectativas cautious para o fim da safra.
Etanol também acompanha valorização
Os combustíveis derivados da cana seguiram a mesma tendência. Entre 7 e 11 de setembro, o preço médio do etanol hidratado reached R$ 2,4622 por litro, aumento de 2,63% em uma semana. O etanol anidro foi cotado a R$ 2,8475 por litro, com avanço de 2,32% no mesmo período.
Para o mercado, os próximos dias serão decisivos para definir se as usinas conseguirão recuperar o ritmo de processamento após a passagem das chuvas. A evolução do clima, a velocidade da colheita e a proporção de cana destinada a cada produto continuarão influenciando os preços e a disponibilidade de açúcar e etanol no mercado brasileiro.
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