Mercado do boi gordo começa a semana com poucos negócios e preços estáveis
Pecuária inicia a semana com negociações reduzidas e cotações estáveis na maior parte do país. Varejo de carne teve bom desempenho, mas exportações registram queda no ritmo diário.

Divulgação
O mercado do boi gordo começou a semana em ritmo cauteloso, com agentes interessados em acompanhar os próximos movimentos antes de fechar novos negócios. A oferta de animais estava ajustada à demanda dos frigoríficos, o que contribuiu para a estabilidade das cotações na maior parte das praças monitoradas.
Preços se mantêm na maior parte do país
Das 33 regiões acompanhadas, 27 não registraram mudança no preço do boi gordo na comparação diária. Houve altas no Triângulo Mineiro, no norte de Minas Gerais, no sul de Goiás, no oeste do Maranhão e em Redenção, no Pará. Em sentido contrário, o norte de Mato Grosso apresentou queda nas cotações.
Nas praças de Araçatuba e Barretos, em São Paulo, referências para o mercado, o boi gordo permaneceu cotado a R$ 345 a arroba para pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, de vacas e de novilhas também seguiram sem alterações, refletindo o equilíbrio entre disponibilidade de animais e necessidades de abate.
Vendas de carne impulsionam reposição
O varejo de carne bovina apresentou bom desempenho na semana anterior, favorecido pelo feriado de 7 de setembro e pelo recebimento dos salários. O maior giro nas vendas estimulou pedidos de reposição no atacado, enquanto a oferta de boi capão foi suficiente para atender à demanda.
A disponibilidade de boi inteiro, porém, foi menor no período. Com isso, as cotações das carcaças casadas avançaram em todas as categorias, exceto para o boi capão. A expectativa é de redução no ritmo de vendas com a virada da quinzena, quando a perda de poder aquisitivo tende a limitar novas compras pelo consumidor.
Exportações registram menor volume diário
A Secretaria de Comércio Exterior informou que, nos primeiros oito dias úteis de setembro, foram exportadas 79,711 mil toneladas de carne bovina in natura. O ritmo médio ficou em 9,964 mil toneladas por dia, volume 30,34% menor que a média de 14,304 mil toneladas registrada no mesmo período do ano anterior.
O cenário combina estabilidade nos preços internos com menor intensidade nas vendas externas. A oferta controlada de animais sustenta as cotações, mas a demanda ainda depende do comportamento do consumidor brasileiro e da evolução dos embarques de carne para outros países.
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