Preço da soja cai em Paranaguá, mas se mantém acima de R$ 160 por saca
A soja recuou 0,07% em Paranaguá, cotada a R$ 160,44 por saca. Apesar da queda, o preço permanece em patamar elevado, enquanto o farelo acompanha a força da demanda interna e externa.

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Queda pontual em Paranaguá
A soja abriu a semana em baixa no porto de Paranaguá, no Paraná. Nesta segunda-feira (14), o indicador Cepea/Esalq registrou recuo de 0,07%, levando a saca a R$ 160,44. Foi a quarta queda nos últimos cinco pregões, sinal de realização de ganhos em um mercado que segue firme.
Mesmo com o movimento negativo, os preços continuam entre os mais altos dos últimos três anos. O recuo em Paranaguá não representou, portanto, uma reversão ampla da tendência. O grão ainda encontra sustentação na oferta limitada, na disputa por cargas e nas incertezas sobre o avanço da próxima safra brasileira.
Oferta contida sustenta o mercado
A atenção dos operadores está voltada às condições climáticas para o ciclo 2026/27. Com produtores e vendedores avaliando os riscos antes de assumir novos compromissos, parte do mercado reduz a exposição e evita negociações de grandes volumes. Essa postura diminui a liquidez no mercado à vista e contribui para manter as cotações em patamares elevados.
A retração dos vendedores também reflete a necessidade de acompanhar a evolução das chuvas e o início do plantio. Em um cenário de informações ainda em formação, qualquer sinal de atraso nas lavouras ou de ameaça climática pode aumentar a volatilidade e alterar rapidamente a disposição de venda.
Farelo acompanha a demanda aquecida
O farelo de soja também segue valorizado no Brasil. A demanda internacional permanece firme, enquanto consumidores domésticos precisam recompor estoques. A disputa entre compradores brasileiros e estrangeiros dá suporte aos preços e mostra que o segmento continua aquecido, apesar das oscilações registradas em algumas praças.
Plantio avança sob monitoramento climático
No campo, os trabalhos da safra 2026/27 já começaram em regiões favorecidas pelas chuvas recentes. O ritmo tende a ganhar força com a redução das precipitações, pois produtores buscam antecipar a semeadura sempre que as condições permitem. A estratégia pode ajudar a reduzir a exposição das lavouras aos possíveis efeitos do El Niño no próximo ciclo.
Outras praças registram alta
A queda de Paranaguá contrastou com a valorização observada em outras regiões. Em Ponta Grossa, no Paraná, a saca subiu R$ 3,50 em relação à sexta-feira (11), reaching R$ 156. Em Primavera do Leste, em Mato Grosso, houve avanço de R$ 0,50, para R$ 142. Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, registrou alta de R$ 3, com o grão cotado a R$ 144.
As diferenças entre as praças refletem fatores locais, como disponibilidade imediata do produto, custos logísticos, fluxo de exportação e intensidade da procura. Assim, a leve queda em Paranaguá deve ser vista como uma correção dentro de um quadro ainda favorável aos preços da soja.
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