Votar em mulheres de direita não dá certo, diz Lula
Durante ato de campanha em Guarulhos, Lula defendeu que eleitoras apoiem mulheres alinhadas à esquerda e citou Marina Silva e Simone Tebet como exemplos. Presidente também falou contra a violência doméstica.

Divulgação
Lula defende representação feminina alinhada à esquerda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, que as mulheres devem votar em candidatas de esquerda. A declaração foi feita durante um ato de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, diante de uma plateia majoritariamente feminina.
Para Lula, ampliar a presença de mulheres na política depende não apenas da escolha de candidatas, mas também de sua identificação com projetos considerados progressistas. Ao comentar o tema, ele citou Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que disputam vagas no Senado por São Paulo, como exemplos de mulheres em quem as eleitoras deveriam votar.
“O dia em que a mulher aprender a votar em mulher, a gente vai ter a maioria das mulheres na prefeitura, no Congresso Nacional e na Assembleia. Mas é importante votar nas mulheres do nosso time. E votar nas mulheres de direita não dá certo. Então, tem que votar em mulher tipo Marina, tipo Simone”, afirmou o presidente.
Discurso reforça aceno ao eleitorado feminino
A fala reforça a tentativa de associar a representação das mulheres na política a uma pauta ideológica. Em vez de defender apenas o aumento do número de candidatas eleitas, Lula argumentou que o avanço feminino em cargos públicos precisa estar ligado a programas políticos compatíveis com as causas apoiadas por seu grupo.
O presidente também condenou a violência contra a mulher e incentivou o acesso das mulheres à educação. “Mulher nasceu para andar de cabeça erguida. Mulher não nasceu para apanhar de marido nem para baixar a cabeça”, disse, em mais uma tentativa de fortalecer o diálogo com o eleitorado feminino durante a campanha.
Estiveram presentes no ato a primeira-dama Janja Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo. O evento reuniu integrantes da aliança petista e serviu como plataforma para defender candidaturas do grupo em diferentes disputas no estado.
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