Lula relata vaquinha de R$ 24 mil para ajudar apostador e defende fim das bets
Durante ato em Guarulhos, Lula relatou ter ajudado um apostador endividado e voltou a defender o encerramento das atividades das bets, citando riscos sociais e econômicos.

Divulgação
Vaquinha para pagar dívida
Durante ato de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar as empresas de apostas e relatou ter participado de uma vaquinha para ajudar um homem endividado com bets. Segundo Lula, o dinheiro foi usado para quitar uma dívida que, segundo o próprio apostador, envolvia também um agiota.
“Eu fiz uma vaquinha e arrumei com as pessoas R$ 24.000 para pagar um cara que estava devendo a bet”, afirmou. O presidente disse que reencontrou o homem quatro meses depois e ouviu dele um novo pedido de ajuda. Lula contou que o apostador já havia gasto o valor recebido e acumulava uma dívida de R$ 50.000, momento em que classificou a situação como exemplo dos danos provocados pelo vício em apostas.
Presidente defende encerrar atividades das bets
A partir do relato, Lula defendeu novamente o fim das empresas de apostas no país. Ele afirmou que a medida contribuiria para reduzir problemas associados ao setor, incluindo endividamento de famílias, lavagem de dinheiro e irregularidades. O presidente voltou a chamar as bets de “doença” e destacou os efeitos sociais do crescimento desse mercado entre a população de menor renda.
Lula também disse não se preocupar com a possível queda na arrecadação de impostos caso as bets deixem de operar no Brasil. “O governo não está preocupado se vai perder imposto. O que eu não posso perder é a vida dos pobres jogando”, declarou. Apesar da defesa veemente, o presidente não detalhou, durante o discurso, os mecanismos legais ou administrativos para promover o encerramento das empresas.
Governo já adotou restrições ao setor
A fala presidencial reforça uma sequência de medidas e anúncios voltados ao controle das apostas. O governo já impôs restrições à publicidade das casas de apostas e determinou o bloqueio do acesso de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) aos sites de bets. As ações fazem parte de uma avaliação oficial sobre os impactos do setor no orçamento das famílias e na saúde financeira dos apostadores.
O ato em Guarulhos também contou com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad e das candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet. O evento reforçou a presença do tema das apostas no debate político nacional, especialmente em razão dos potenciais efeitos sociais e econômicos de uma eventual proibição.
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