Pgr reforça pedido para que Fachin libere dados do celular de Vorcaro
A PGR voltou a pedir que Edson Fachin disponibilize aos ministros do STF a integralidade dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro antes da sessão extraordinária marcada para terça-feira. André Mendonça informou que uma cópia de segurança permanece lacrada, mas não autorizou a abertura ou o compartilhamento do material.

Divulgação
PGR pede acesso antes da sessão no STF
A Procuradoria-Geral da República voltou a pedir, neste sábado (12), que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, libere aos ministros a integralidade dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O pleito foi reforçado antes da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), quando o tema deverá ser novamente debatido pela Corte.
Para a PGR, é importante que todos os ministros tenham conhecimento prévio das informações necessárias para formar seu entendimento sobre o caso. O pedido considera as particularidades da discussão e busca garantir que a análise seja realizada com acesso completo aos elementos disponíveis. A solicitação não trata de divulgação pública do conteúdo, mas de sua disponibilização aos integrantes do Supremo.
Gilmar Mendes também defende compartilhamento
O ministro Gilmar Mendes também pediu a Fachin que autorize o envio da íntegra dos dados ao gabinete dos demais membros da Corte. A manifestação aumenta a pressão para que a situação seja esclarecida antes da sessão, em um momento no qual o acesso ao material se tornou ponto central da discussão.
Cópia de segurança permanece lacrada
Na sexta-feira (11), André Mendonça negou o compartilhamento dos dados do aparelho. Segundo o ministro, o iPhone 17 Pro de Vorcaro está sob custódia da Polícia Federal, que apreendeu o equipamento durante a Operação Compliance Zero e posteriormente realizou exame pericial.
Mendonça informou que a própria autoridade policial entregou voluntariamente, em 8 de março de 2026, um envelope lacrado com uma cópia de segurança das informações extraídas do celular. De acordo com o despacho, o material continua “lacrado e intocado”. O ministro não determinou a abertura da cópia nem autorizou sua distribuição aos demais gabinetes, limitando-se a esclarecer onde ela está e em quais condições é mantida.
Em outro despacho, Mendonça ressaltou que todo o material utilizado no julgamento da próxima terça-feira está disponível, na íntegra, aos integrantes da Corte. A decisão, contudo, não atende ao pedido de compartilhamento da cópia de segurança, mantendo a discussão sobre o acesso integral aos dados do aparelho no centro do debate no STF.
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