Mendonça libera acesso a 53 processos do caso Master
O ministro André Mendonça, do STF, retirou o sigilo de 53 procedimentos ligados às investigações sobre o Banco Master. Os arquivos foram disponibilizados em duas etapas e incluem decisões, relatórios, documentos financeiros, mensagens, depoimentos, áudios e vídeos.

Divulgação
Decisão amplia acesso público às investigações
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o acesso a 53 procedimentos relacionados às investigações sobre o Banco Master. A medida, concluída em duas etapas, abre ao público um amplo conjunto de documentos que integra diferentes frentes das apurações em curso na Corte.
O material disponibilizado reúne decisões judiciais, relatórios da Polícia Federal, manifestações da Procuradoria-Geral da República, mensagens, depoimentos, contratos, extratos, áudios e vídeos. O volume de informações permite acompanhar com mais detalhe os pedidos analisados pelo STF e os elementos reunidos nas investigações.
Primeira etapa disponibilizou 25,3 GB de arquivos
Na primeira etapa, em 10 de setembro de 2026, Mendonça determinou a retirada do sigilo de 15 procedimentos. O STF disponibilizou 25,3 GB de documentos, vídeos e áudios, formando um conjunto inicial relevante para o acompanhamento público dos desdobramentos do caso.
Segunda etapa eleva o total a 53 procedimentos
No dia seguinte, o ministro determinou a quebra de sigilo de outros 38 procedimentos. Com a nova remessa, chegou a 53 o número de processos tornados públicos em dois dias, ampliando o acesso a documentos, pedidos e decisões vinculados às investigações.
A segunda etapa abrange frentes associadas aos investimentos do Rioprevidência no Banco Master, à relação entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Daniel Vorcaro, ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), à apuração envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As referências fazem parte das apurações e não representam, por si só, conclusão sobre responsabilidade criminal.
Procedimentos não equivalem a investigações independentes
Os 53 procedimentos não correspondem necessariamente a 53 investigações autônomas. Um mesmo núcleo de apuração pode aparecer em petições diferentes sempre que a Polícia Federal ou a Procuradoria-Geral da República solicita medidas ao STF, como buscas e apreensões, prisões, bloqueios de patrimônio, preservação de dados ou quebras de sigilo.
Por isso, petições e decisões sobre um mesmo tema podem estar distribuídas em procedimentos distintos. A organização dos arquivos exige análise contextual e cruzamento entre documentos para evitar interpretações isoladas ou equivocadas sobre a tramitação e o alcance de cada pedido.
Transparência exige análise contextual
A liberação dos arquivos representa um passo importante de publicidade em um caso de interesse nacional. Ao mesmo tempo, o grande volume de dados demanda leitura cuidadosa, especialmente porque investigações em andamento podem conter pedidos, informações parciais e decisões que precisam ser compreendidas dentro do conjunto processual.
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