Morre Sérgio Macarrão, medalhista olímpico de basquete com o Brasil, aos 81 anos
Sérgio Toledo Machado, o Sérgio Macarrão, morreu aos 81 anos. Campeão do bronze olímpico com a seleção masculina em Tóquio-1964, ele também conquistou medalhas em Mundiais e defendeu grandes clubes do Rio de Janeiro.

Divulgação
Basquete brasileiro perde um de seus grandes nomes
O basquete brasileiro perdeu Sérgio Toledo Machado, o Sérgio Macarrão, morto neste sábado (12/9), aos 81 anos. A Confederação Brasileira de Basketball confirmou a morte e manifestou solidariedade aos familiares, amigos, ex-companheiros e admiradores. A causa da morte não foi divulgada.
Macarrão fazia parte da geração que escreveu um dos capítulos mais importantes da história da seleção masculina. Com sua partida rápida, visão de jogo e contribuição coletiva, ele ajudou o Brasil a conquistar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Até hoje, esse continua sendo o último pódio olímpico do país na modalidade masculina.
Apelido marcou uma carreira iniciada cedo
O apelido Macarrão surgiu quando ele ainda começava a jogar basquete, em razão de sua aparência muito magra. A precocidade também foi uma característica de sua trajetória: o atleta foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira em 1962, quando tinha apenas 17 anos. Dois anos depois, já integrava o grupo histórico que subiu ao pódio no Japão.
Quatro anos mais tarde, Sérgio Macarrão voltou a disputar uma Olimpíada, agora na Cidade do México, em 1968. O Brasil chegou perto do pódio, mas terminou na quarta colocação. Em Campeonatos Mundiais, o atleta também deixou sua marca: ganhou o bronze no Uruguai, em 1967, e a prata na Iugoslávia, em 1970.
Passagem pelos principais clubes do Rio
Formado nas categorias de base do Botafogo, Macarrão vestiu as camisas dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro. Além do time de General Severiano, defendeu Flamengo, Vasco e Fluminense. Também passou pelo São Caetano e encerrou a carreira no Mackenzie, quando a equipe ainda mantinha atividades no basquete profissional.
Sua morte representa a perda de uma referência do esporte nacional. Além das medalhas conquistadas com a seleção, Macarrão deixa o legado de um atleta que ajudou a sustentar a competitividade do basquete brasileiro em uma época de forte presença internacional do país. Sua trajetória permanece associada a uma geração vencedora e ao último pódio olímpico masculino da modalidade.
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