Paulo Angioni, diretor de futebol do Fluminense, morre aos 80 anos no Rio
Dirigente tratava um câncer no pâncreas e morreu no Rio de Janeiro. Ele teve passagem por grandes clubes, atuou na Seleção Brasileira e integrou a conquista da Libertadores de 2023 pelo Fluminense.

Divulgação
Paulo Angioni morreu no Rio de Janeiro
Paulo Sérgio Scudiere Angioni morreu na madrugada deste sábado (12), no Rio de Janeiro, aos 80 anos. O diretor executivo de futebol do Fluminense tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro. A morte foi confirmada pelo clube carioca, que divulgou uma mensagem de pesar e destacou a longa trajetória do dirigente no futebol brasileiro.
Angioni ocupava o cargo de diretor executivo de futebol na quarta passagem pelo Fluminense, iniciada em 2018. Durante esse período, integrou a estrutura esportiva responsável por uma fase vitoriosa do clube, marcada pelo retorno ao protagonismo nacional e internacional.
Carreira passou por grandes clubes
A trajetória profissional de Angioni começou no início dos anos 80. Ao longo de mais de quatro décadas, ele passou por departamentos de futebol de Vasco, Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia e Fluminense. Também trabalhou na Confederação Brasileira de Futebol e foi supervisor da Seleção Brasileira em 1989 e 1990.
Reconhecido como um dos pioneiros da função de diretor executivo no Brasil, Angioni construiu uma carreira marcada pela administração de elencos, negociação de atletas e organização de estruturas esportivas. Sua experiência em clubes de diferentes regiões ajudou a consolidar um modelo de gestão que se tornaria cada vez mais comum no futebol nacional.
Angioni integrou a conquista da Libertadores
Em sua última passagem pelo Fluminense, Angioni fez parte da comissão dirigente que acompanhou uma das fases mais vitoriosas da história do clube. Entre as conquistas relacionadas a esse ciclo estão a Taça Rio de 2020, as Taças Guanabara de 2022, 2023 e 2026, além dos Campeonatos Cariocas de 2022 e 2023.
O ponto mais alto dessa trajetória ocorreu em 2023, quando o Fluminense conquistou pela primeira vez a Copa Libertadores da América. Angioni esteve presente na delegação campeã e também viveu o período da conquista da Recopa Sul-Americana, reforçando sua ligação definitiva com a história recente do clube das Laranjeiras.
Clube destaca legado humano e esportivo
Em sua homenagem, o Fluminense ressaltou não apenas os títulos conquistados, mas também a atuação de Angioni na formação de jovens e sua relação com atletas, colegas e amigos. O clube lembrou o dirigente como um profissional ético, solidário e comprometido com o desenvolvimento do futebol.
A morte de Paulo Angioni encerra a carreira de um dos gestores mais longevos do esporte brasileiro. Sua passagem por clubes populares, sua experiência na Seleção Brasileira e sua contribuição para a conquista da Libertadores consolidam um legado que permanece associado à modernização da gestão esportiva no país.
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