Dino retira sigilo de investigações sobre filme “Dark Horse”
Ministro do STF retirou o sigilo das investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre possíveis desvios de emendas e recursos municipais destinados à produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

Divulgação
Decisão do STF torna investigação acessível
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou neste domingo (13 de setembro de 2026) o sigilo das investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O despacho atinge o material e os atos investigativos abrangidos pelo caso e representa uma mudança relevante no andamento da apuração.
Polícia Civil apura suspeita de desvio de recursos
O inquérito examina a suspeita de desvio de emendas parlamentares e de verbas da Prefeitura de São Paulo que teriam sido direcionadas à produção cinematográfica. As autoridades precisam verificar a origem dos recursos, a legalidade dos repasses, a execução dos contratos e a possível relação entre agentes públicos e empresas envolvidas. As suspeitas tratadas na investigação não significam, por si só, condenação; cabe aos órgãos responsáveis reunir provas e assegurar o contraditório aos investigados.
Operação da PF foi autorizada dias antes
Na quinta-feira (10 de setembro), Dino havia autorizado a Polícia Federal a atuar na apuração sobre o possível desvio de emendas para a produção do longa. Entre os alvos da diligência estavam o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up. A medida anterior demonstrou a dimensão federal do caso e passou a compor o conjunto de providências adotadas para esclarecer o uso dos recursos públicos.
Quebra de sigilo aumenta transparência
Com a retirada do sigilo, a decisão permite maior acesso público aos elementos do procedimento, dentro dos limites estabelecidos pelo despacho. A medida também amplia a possibilidade de acompanhamento da investigação pela sociedade, especialmente em razão do interesse político e institucional despertado pelo filme e pelos nomes envolvidos. A partir de agora, novos atos da Polícia Civil e do Ministério Público poderão indicar se há base para responsabilização criminal, civil ou administrativa. O caso continuará dependendo da análise técnica do material apreendido, dos documentos financeiros e dos depoimentos colhidos durante a investigação.
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