Mãe aciona Justiça e guarda de filho é questionada após vídeo em ato político
Uma mãe em Parnamirim (RN) decidiu acionar a Justiça contra o pai de seu filho após o menino aparecer em um vídeo segurando um objeto similar a uma arma de fogo durante um ato político de apoio a Flávio Bolsonaro. O incidente gerou uma disputa pela guarda da criança e mobilizou autoridades de proteção infantil para investigar o caso.

Divulgação
A repercussão de um vídeo que mostra uma criança segurando um objeto semelhante a uma arma de fogo durante um ato político em Parnamirim, Rio Grande do Norte, tomou um novo rumo com a intervenção legal da mãe. A mulher decidiu acionar a Justiça contra o pai, que estava responsável pela criança no momento da gravação. O incidente, ocorrido em 4 de outubro de 2026, durante uma manifestação de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, mostrava o garoto em cima de um veículo, comemorando, e rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando ampla discussão sobre a exposição de crianças em contextos políticos e o uso de objetos que simulam armamentos.
A mãe relatou ter tomado conhecimento da situação pelas redes sociais, o que causou grande preocupação e motivou sua imediata reação. Mãe e pai são separados há aproximadamente oito anos e mantinham um acordo informal sobre a guarda do filho, com o menino passando os fins de semana sob os cuidados do pai. Diante da cena alarmante e da repercussão do caso, a mãe proibiu o pai de ter contato com a criança até que a Justiça defina as questões de guarda e a apuração dos fatos seja devidamente concluída, buscando resguardar a integridade e o bem-estar do filho.
Desdobramentos legais e a proteção da criança
O caso rapidamente mobilizou as autoridades de proteção à infância. A conselheira tutelar Amanda Melo ouviu o depoimento da mãe e encaminhou a situação para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a fim de investigar a possível existência de conduta criminosa por parte do pai. O Ministério Público também foi notificado e acompanha de perto o desenrolar das apurações. Embora o pai tenha alegado que o objeto era apenas um brinquedo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro ao proibir a exibição e o uso de simulacros de arma, especialmente em locais públicos, devido ao risco de confusão com armamento real e o potencial de gerar situações perigosas para a criança e para a sociedade.
A exposição indevida, conforme avaliado pelas autoridades, já provocou um significativo abalo psicológico no menino, que agora receberá acompanhamento especializado para lidar com as consequências do episódio. A conselheira tutelar Amanda Melo, que se manifestou publicamente sobre o caso, destacou a gravidade da situação. Apesar de se identificar como apoiadora do político em questão, Melo foi enfática ao expressar sua total discordância com a atitude do pai de expor o filho de tal maneira, ressaltando a importância de proteger as crianças de contextos que possam colocá-las em risco ou comprometer seu desenvolvimento emocional e psicológico. O incidente serve como um alerta para a responsabilidade dos pais e guardiões em preservar a inocência e a segurança das crianças, especialmente em ambientes públicos e de forte conotação ideológica.
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