Flávio Bolsonaro fala em usar maioria no Congresso para mudar a Constituição
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência, declarou em Goiânia que pretende usar a nova maioria de direita no Congresso, liderada pelo PL, para promover mudanças na Constituição Federal, abrindo espaço para disputas nas presidências da Câmara e do Senado. A afirmação foi feita em evento que marcou o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado à sua campanha.

Divulgação
Em um movimento que promete agitar o cenário político nacional, o senador Flávio Bolsonaro, postulante à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), declarou na última terça-feira (6 de outubro de 2026), em Goiânia, a intenção de usar a nova composição majoritariamente de direita no Congresso Nacional para promover alterações substanciais na Constituição Federal. A afirmação, feita durante um discurso na capital goiana, sublinha a confiança do candidato na força parlamentar de seu partido e aliados, projetando um governo com poder para redefinir marcos legais importantes do país.
Composição de direita no Congresso Nacional
O Partido Liberal consolidou-se como uma força dominante nas urnas, terminando o primeiro turno com a maior bancada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Na Câmara, o PL elegeu 121 deputados federais. No Senado, o partido conquistou 19 cadeiras, que somadas às 9 que já possuíam mandato até 2031, totalizam 28 senadores. Essa expressiva representatividade confere à legenda um poder de barganha significativo e a capacidade de influenciar diretamente a pauta legislativa e, como sinalizado por Bolsonaro, a própria estrutura constitucional do Brasil.
Ambições de reforma constitucional e disputa por lideranças
A declaração de Flávio Bolsonaro não deixou margem para dúvidas quanto às suas ambições: “O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição”, afirmou ele. Essa postura agressiva indica não apenas um desejo de reformar a Carta Magna, mas também abre um cenário de intensa disputa pela sucessão dos atuais presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ambos, que almejam a reeleição, podem enfrentar a resistência de uma eventual maioria governista articulada por Bolsonaro.
Aliança em Goiás e o cenário do segundo turno
O palco para tais pronunciamentos foi um evento crucial em Goiânia, que selou o apoio do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno. O senador destacou a união de grupos que, apesar das divergências durante o primeiro turno, agora se alinham contra o governo do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o segundo turno das eleições marcado para 25 de outubro, onde Flávio e Lula se enfrentarão novamente nas urnas, as promessas de mudanças constitucionais e o poder de articulação no Congresso se tornam pautas centrais na corrida presidencial, prometendo um embate decisivo para o futuro político do país.
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