Lula pede responsabilidade na distribuição de canetas emagrecedoras pelo Sus
Durante visita a uma unidade da Eurofarma em Minas Gerais, presidente defendeu que os medicamentos sejam oferecidos gratuitamente no SUS apenas com indicação médica e criticou possível uso político-eleitoral das canetas.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026), critérios rigorosos para a distribuição de medicamentos emagrecedores em forma de caneta pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Durante visita ao novo complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros, Minas Gerais, Lula afirmou que o tratamento deve ser destinado a pacientes com obesidade e acompanhado por avaliação médica.
Segundo o presidente, o medicamento não deve ser usado de maneira indiscriminada nem tratado como solução estética para qualquer pessoa que queira perder peso. Lula destacou que muitos casos exigem reeducação alimentar, mudança de hábitos e acompanhamento profissional antes da adoção de terapias medicamentosas.
Uso restrito a pacientes com obesidade
Na avaliação do chefe do Executivo, as canetas devem ser disponibilizadas gratuitamente pelo SUS quando houver indicação clínica. A proposta apresentada por Lula é diferenciar pacientes com obesidade ou outros problemas de saúde daqueles que buscam apenas redução de peso sem necessidade médica comprovada.
A fala ocorreu durante a apresentação da linha de produção de embalagens para medicamentos fabricados pela Eurofarma. Lula estava acompanhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara. A visita teve como foco a ampliação da capacidade industrial e a importância da produção farmacêutica no país.
Presidente critica possível uso eleitoral
Lula também alertou para o risco de políticos transformarem a distribuição dos medicamentos em promessa de campanha ou instrumento de propaganda eleitoral. Ao citar um caso de um prefeito que teria perdido grande quantidade de peso após tratamento, o presidente afirmou que a decisão de usar a medicação deve considerar a condição de saúde de cada paciente.
O presidente mencionou ainda que pessoas jovens e saudáveis devem priorizar atividade física e mudanças no cotidiano, em vez de recorrer automaticamente aos medicamentos. A declaração reforça um dos principais desafios para a incorporação dessas terapias ao SUS: garantir acesso aos pacientes que realmente precisam, sem estimular o uso inadequado ou a automedicação.
A defesa de critérios médicos ocorre em um momento de crescimento na procura por medicamentos injetáveis para controle de peso. Para o governo, o debate envolve saúde pública, sustentabilidade dos gastos do SUS e responsabilidade na prescrição, especialmente diante do interesse político e comercial em torno das chamadas canetas emagrecedoras.
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