Lula liga para petista agredida pela PM em SC e presta solidariedade
Presidente ouviu o relato de Fernanda Klitzke sobre a abordagem em Jaraguá do Sul. A Polícia Militar informou que o uso da força será analisado pela corregedoria.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para a advogada Fernanda Klitzke, 2ª suplente na chapa de Décio Lima ao Senado por Santa Catarina, após a petista ter sido alvo de agressões durante uma abordagem da Polícia Militar em Jaraguá do Sul. Durante a conversa, Lula prestou solidariedade e ouviu o relato sobre o ocorrido.
“Estou ligando para te dar minha solidariedade, querida. E quando eu for aí, no dia 19, eu quero te dar um abraço”, disse o presidente. A ligação foi realizada no domingo (13), um dia depois do episódio registrado durante uma confraternização de militantes e apoiadores.
Versões sobre a abordagem
Segundo integrantes do PT, o grupo se reunia em Jaraguá do Sul quando um carro chegou ao local com o som ligado, reproduzindo um jingle de Lula. O volume foi reduzido, mas moradores acionaram a Polícia Militar. Fernanda Klitzke teria tentado intervir na ação policial, identificando-se como advogada.
A PM afirma que foi chamada para atender ocorrências de perturbação do sossego e ameaça. De acordo com a corporação, a denunciante disse ter sido ameaçada após pedir a redução do som. Os militares também sustentam que houve resistência durante a abordagem e que uma policial sofreu uma lesão na mão.
Imagens divulgadas por aliados da petista mostram o momento em que uma policial segura Fernanda e tenta conduzi-la até a viatura. Em seguida, outro agente realiza disparos em sua direção. Ela cai e recebe chutes. A deputada Ana Paula Lima relatou que a advogada foi levada ao hospital e à delegacia após a ocorrência.
Uso da força será apurado
A Polícia Militar de Santa Catarina informou que o emprego da força será analisado e que o caso será investigado pela Corregedoria-Geral da corporação. A PM não atribuiu motivação política à abordagem e destacou a necessidade de apuração dos fatos.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou o episódio como violência política e pediu uma investigação “rigorosa, célere e transparente”. Segundo a legenda, agressões contra filiados e aliados não serão toleradas, especialmente quando envolvem mulheres.
O caso ganhou repercussão nacional após a ligação de Lula e a divulgação de vídeos da abordagem. As imagens e os relatos ainda serão confrontados com as justificativas apresentadas pela PM. A apuração da corregedoria deverá indicar se os agentes agiram dentro dos protocolos de uso progressivo da força.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








