Lula associa Márcio Canella a Flávio Bolsonaro em sabatina
Durante entrevista na TV Globo, presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez a ligação entre o deputado estadual Márcio Canella, alvo de operação da PF, e Flávio Bolsonaro, mencionando Rogéria Bolsonaro como suplente.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou uma sabatina na TV Globo para traçar um paralelo entre o deputado estadual Márcio Canella (União Brasil-RJ) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Canella foi alvo de uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (15.out.2026). A declaração de Lula ocorreu em resposta a questionamentos sobre os possíveis reflexos da crise de reputação do Supremo Tribunal Federal no cenário eleitoral, aproveitando para criticar o grupo político adversário.
Canella e a relação com o clã Bolsonaro
Durante a entrevista, Lula mencionou explicitamente a ligação entre Márcio Canella e Flávio Bolsonaro. A prisão preventiva de Canella pela Polícia Federal, na 8ª fase da operação Unha e Carne, serviu de gancho para o presidente. Ele afirmou que a Polícia Federal esteve no Rio de Janeiro atuando sobre uma figura importante do grupo político de Bolsonaro, referindo-se a Canella, e destacou que a mãe de Flávio Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, figurava como suplente na chapa dele para o Senado.
Histórico da suplência e apoio mútuo
A mãe do candidato do PL ao Senado, Rogéria Bolsonaro, havia sido designada como 1ª suplente na pré-candidatura de Márcio Canella ao Senado. Na época, Canella era prefeito de Belford Roxo (RJ), mas posteriormente desistiu de concorrer ao cargo. O apoio entre os dois políticos não era novidade, com um vídeo publicado em colaboração no Instagram em abril de 2026 demonstrando o respaldo de Flávio Bolsonaro à pré-candidatura de Canella.
Crise no STF e acusações políticas
Ao abordar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, Lula argumentou que a oposição tentaria imputar responsabilidades ao seu governo com o objetivo de cassar o ministro Alexandre de Moraes. O presidente declarou que a extrema direita busca associar o STF ao seu governo não apenas por questões pontuais, mas porque Alexandre de Moraes tomou medidas contra o pai de Bolsonaro, referindo-se a investigações e prisões anteriores que envolveram o ex-presidente.
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