Lula afirma que fundador do Banco Master alegou perseguição política em reunião
Presidente relatou em entrevista que Daniel Vorcaro buscou audiência em dezembro de 2024 alegando ser vítima de perseguição, mas que o governo apenas investigava.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, o procurou em dezembro de 2024 alegando ser alvo de perseguição política. A declaração foi feita durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, onde o presidente comparou a busca de Vorcaro à de outros empresários que enfrentaram dificuldades em seus negócios e recorreram a ele em busca de apoio.
Encontro no Planalto e alegações de perseguição
A reunião entre Lula e Vorcaro ocorreu no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024, com a presença de figuras como Guido Mantega, ex-ministro do Planejamento, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, Rui Costa, ministro da Casa Civil, e Gabriel Galípolo, então diretor de política monetária do Banco Central. Segundo o presidente, a resposta dada a Vorcaro foi que não se tratava de perseguição, mas sim de investigação. Lula mencionou que, cerca de um mês após o encontro, o banco foi liquidado, o que, em sua visão, corroborou a necessidade da apuração.
Contexto da liquidação e críticas posteriores
A liquidação do Banco Master pelo Banco Central só foi determinada em novembro de 2025, quase um ano após a reunião. Lula comentou publicamente o caso apenas em janeiro de 2026, após a intervenção do BC, criticando aqueles que defendiam Vorcaro e reafirmando a independência do órgão regulador nas suas decisões. A narrativa presidencial sugere que a busca de Vorcaro por audiência e suas alegações de perseguição não impediram a atuação técnica do Banco Central diante das irregularidades identificadas.
Campanha eleitoral e conexões com o caso
O caso do Banco Master tem sido explorado na campanha eleitoral, com a campanha de Lula buscando associar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Daniel Vorcaro. Programas eleitorais recentes mencionam supostos pagamentos e negociações financeiras entre o senador e o fundador do banco, ligando-o à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa estratégia visa criar uma narrativa de desaprovação em relação ao adversário, explorando as controvérsias envolvendo o empresário e suas relações financeiras.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








