Haddad promete proibir bets em São Paulo se for eleito
Candidato do PT ao governo de São Paulo classifica as apostas on-line como problema social e defende o fim da atividade no Estado. Ele também comentou a crise no STF e propôs revisar incentivos fiscais concedidos a empresas.

Divulgação
Haddad defende o fim das apostas on-line
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou que pretende proibir as apostas on-line no Estado se for eleito. O petista classificou as bets como uma “epidemia” e um risco à sociedade brasileira, argumentando que a arrecadação gerada pelo setor não compensa os prejuízos sociais associados ao jogo.
“Passei a ser um ferrenho defensor de proibir as bets no Brasil”, declarou Haddad. Ele criticou a autorização concedida pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e disse que defenderá o fim da atividade em São Paulo. A proposta coloca o tema no centro do embate entre os dois candidatos e amplia um debate que também ganhou força na campanha presidencial.
A posição de Haddad acompanha o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que anunciou a intenção de encerrar as apostas on-line no país. Lula citou casos de pessoas afetadas pelo vício em bets para justificar a decisão. A eventual proibição, contudo, exigirá definição sobre a competência de cada esfera de governo e sobre o marco regulatório aplicável ao setor.
Candidato avalia crise no Supremo
Em sua avaliação sobre o momento vivido pelo Supremo Tribunal Federal, Haddad considerou a crise institucional “a coisa mais lamentável das últimas décadas”. O comentário foi feito em meio às investigações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, que atingiram ministros da Corte e reacenderam disputas internas no plenário.
O petista afirmou que pessoas mencionadas em investigações devem aguardar a conclusão dos trabalhos e defendeu o avanço das apurações. Segundo ele, não seria aceitável que suspeitas envolvendo corrupção e fraudes bancárias terminassem sem responsabilização. As declarações reforçam a preocupação com os reflexos políticos do caso e com a imagem pública do Judiciário.
Na sessão de terça-feira, 15 de setembro, os ministros deveriam decidir sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes por causa de conversas atribuídas a Daniel Vorcaro. O mérito não foi debatido, e o pedido de vista apresentado por Flávio Dino suspendeu a discussão por até 90 dias. O episódio ocorreu em uma sessão marcada por divergências e críticas entre os magistrados.
Revisão de benefícios fiscais
Haddad também anunciou que pretende revisar periodicamente os incentivos fiscais concedidos a empresas em São Paulo. Segundo o candidato, os benefícios devem ser mantidos quando cumprirem sua finalidade, mas precisam ser revistos se já não apresentarem justificativa econômica ou social.
“Há um grande espaço no governo de São Paulo para revisão de contrato”, afirmou. A proposta pode gerar negociações com diferentes setores produtivos e deverá considerar os impactos sobre investimentos, empregos e a arrecadação estadual. Caso eleito, Haddad terá de equilibrar a busca por economia pública com a necessidade de preservar a competitividade da economia paulista.
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