Flávio Bolsonaro diz que Lula quer implementar “regime comunista” no Brasil
Durante comício em Chapecó, Flávio Bolsonaro acusou Lula de defender um projeto comunista e ditatorial, citou críticas ao agronegócio e à Igreja Católica e afirmou que o presidente não tem condições de continuar no comando do país.

Divulgação
Em comício realizado neste sábado (19), em Chapecó (SC), o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer implementar um “regime comunista” no Brasil. A declaração foi feita durante agenda eleitoral em Santa Catarina, onde Lula também cumpriu atos de campanha no mesmo dia.
Acusação em tom de campanha
Flávio classificou Lula como “um perigo para o Brasil” e disse que o presidente apresenta “completo desequilíbrio”. Ele estava acompanhado do governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL-SC) e dos candidatos ao Senado Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Carol De Toni (PL-SC).
Para sustentar a acusação, o senador citou declarações recentes de Lula sobre o agronegócio. Segundo Flávio, o presidente teria ameaçado produtores ao afirmar que o setor deveria se “ajoelhar” aos seus pés. Ele também retomou uma fala anterior de Lula sobre Santa Catarina, na qual o petista teria associado parte do eleitorado local aos nazistas, e afirmou que o presidente não tem condições de continuar no comando do país.
Críticas à relação com a Igreja
Outro alvo das críticas foi a postura de Lula em relação à Igreja Católica. Flávio classificou posicionamentos recentes do presidente como um risco à liberdade religiosa e prometeu que, se eleito, não interferirá no discurso de padres ou pastores dentro dos templos. “A partir do ano que vem, eles terão um presidente que não vai querer dizer o que um padre ou um pastor pode ou não pode falar no púlpito de sua igreja para os seus fiéis”, disse.
A fala reforça o clima de confronto entre os dois presidenciáveis e antecipa um dos principais eixos da disputa eleitoral: a tentativa de associar o adversário a uma ameaça institucional e, ao mesmo tempo, mobilizar eleitores em torno de pautas econômicas, religiosas e de costumes.
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