Eduardo Bolsonaro diz que André Mendonça pode ser preso se Flávio perder
O ex-deputado fez declarações no X após uma sessão do STF sobre o relatório da Polícia Federal envolvendo Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e André Mendonça. Eduardo Bolsonaro não apresentou documentos para comprovar a acusação de que Moraes teria recebido cerca de R$ 200 milhões de um banqueiro.

Divulgação
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça poderá ser preso caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não seja eleito presidente em 4 de outubro. A declaração foi feita em publicações no X após uma sessão do STF marcada por divergências entre os ministros.
Crise no STF
O plenário da Corte se reuniu para analisar um relatório da Polícia Federal que aponta conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A sessão teve embates entre ministros, inclusive entre Moraes e Mendonça, e foi suspensa após pedido de vista de Flávio Dino. O clima de tensão aumentou depois que Mendonça tornou públicas conversas relacionadas às investigações.
Acusações sem documentos apresentados
Em mensagens em inglês, Eduardo Bolsonaro afirmou que uma “cleptocracia” tentaria “prender o ministro André Mendonça” se Flávio não vencer a eleição. Ele disse ainda que uma “quadrilha” teria “sequestrado” instituições públicas brasileiras e que, caso seu irmão não seja eleito, o país enfrentaria uma escalada contra opositores do grupo.
O ex-deputado sustentou que Mendonça estaria sendo alvo por divulgar conversas envolvendo Moraes e Vorcaro. Segundo Eduardo, a Justiça estaria tentando “inverter os papéis” e transformar o ministro em criminoso. As declarações têm caráter político e não apresentam, por si só, uma determinação judicial de prisão.
Menção a Alexandre de Moraes e Donald Trump
Eduardo também repetiu a acusação de que Alexandre de Moraes teria recebido cerca de R$ 200 milhões de um banqueiro envolvido em um escândalo de corrupção. Na publicação, o ex-deputado não exibiu documentos que comprovem o valor citado ou a origem dos recursos. Ele ainda afirmou, sem detalhar provas, que a Justiça brasileira estaria responsabilizando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por supostos atos de corrupção no STF.
Eleições e tensão institucional
As publicações ocorreram em meio à crise envolvendo ministros do Supremo e às investigações relacionadas ao Banco Master. Eduardo Bolsonaro também associou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cenário político que chamou de “regime” e afirmou que essa percepção influenciaria as eleições presidenciais e legislativas de outubro.
A possibilidade de prisão mencionada pelo ex-deputado depende de decisões e tramitações judiciais, não de declarações políticas em redes sociais. O caso continua acompanhado de perto por causa de seus possíveis reflexos institucionais e eleitorais.
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