Comitê do Senado dos EUA aprova projeto agrícola favorável ao etanol
O Comitê de Agricultura do Senado dos Estados Unidos aprovou uma nova versão da lei agrícola que permite a venda anual de gasolina E15 nos estados interessados. A proposta ainda precisa ser votada pelo plenário do Senado antes de se tornar lei.

Divulgação
O Comitê de Agricultura do Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira, 16, uma nova versão da lei agrícola do país. Entre os dispositivos, está a autorização para vender gasolina com até 15% de etanol, conhecida como E15, durante todo o ano nos estados que fizerem a solicitação. A permissão teria caráter provisório e valeria até a aprovação da nova legislação.
Proposta ainda precisa passar pelo plenário
Antes de virar lei, o texto precisa ser votado pelo plenário do Senado americano. A aprovação no comitê é um passo relevante, mas não garante a transformação da proposta em norma definitiva. Pela frente, os senadores deverão avaliar impactos econômicos, ambientais e regulatórios, além de ponderar os interesses de produtores, distribuidores e consumidores.
A medida atende a uma antiga reivindicação dos produtores americanos de etanol, que enfrentam uma oferta recorde do biocombustível. A ampliação da venda de E15 pode abrir novos espaços para o produto no mercado de combustíveis, especialmente em um cenário de pressão sobre os preços na bomba e de menor folga na oferta energética.
Apoio bipartidário e disputa pelo mercado
Geoff Cooper, presidente e diretor-executivo da Associação de Combustíveis Renováveis, conhecida pela sigla RFA, celebrou a aprovação. Para ele, a decisão representa um avanço importante rumo à disponibilidade nacional e permanente do E15. Cooper também destacou o amplo apoio de republicanos e democratas para tornar o combustível mais acessível aos consumidores.
A adoção do E15 durante todo o ano pode aumentar a concorrência no setor e oferecer aos motoristas uma alternativa com maior participação de etanol na composição da gasolina. Ainda assim, o efeito final sobre os preços dependerá de fatores como o custo do petróleo, a produção e distribuição de combustíveis, a carga tributária e as condições de cada mercado regional.
Para o setor de biocombustíveis, a proposta é vista como uma oportunidade de ampliar o consumo doméstico de etanol e reduzir a dependência de outros componentes da gasolina. No Congresso americano, o debate deve continuar, com a votação no plenário definindo se a medida será incorporada à futura lei agrícola dos Estados Unidos.
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